A felicidade na sociedade contemporânea
20 março 2019 |
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Será que no mundo moderno as pessoas são mesmo felizes? No dia 20 de março comemora-se o “International Day of Happines”, data que promove a felicidade pelo mundo

Em 20 de março, é comemorado o Dia Internacional da Felicidade. A data foi criada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2012, para reconhecer a relevância da felicidade e do bem-estar como metas universais nas vidas das pessoas e a importância do lazer reconhecida nas políticas públicas.

Mas será que a sociedade contemporânea, na qual estamos inseridos, é realmente feliz? Será que o sentimento de alegria se estende além de uma data de ‘comemoração’ e exaltação do ser alegre?

É sabido que a busca pela felicidade é o combustível que move a humanidade – é ela que força as pessoas a estudarem, trabalharem, terem fé, realizarem coisas, juntarem dinheiro, fazerem amigos, etc. Ela convence de que cada uma dessas conquistas é a coisa mais importante do mundo e dando disposição para lutar por elas. Mas tudo isso é ilusão, pois a cada vitória surge uma nova necessidade, um novo desafio e barreiras. Às vezes, com muito esforço, o indivíduo alcança o pico da felicidade, mas, dificilmente, essa será tão duradoura.

Sobre essa questão, Sigmund Freud afirma que o homem anseia pela felicidade e que esta advém da satisfação de prazeres. As coisas que fazem bem provêm da satisfação repentina ou necessidades de provar suficiência. Desse modo, ser feliz é um impositivo do princípio do prazer que todos trazem desde a origem. Para o ‘pai’ da Psicanálise, isso não pode ser plenamente realizado. Mas, nem por isso as pessoas devem deixar de empreender esforços para alcançar alguns instantes de alegria.

Com isso, os momentos alegres não perduram tanto quanto os tristes ou neutros. Isso porque a felicidade é passageira e os instantes em que as pessoas sofrem ou passam por dificuldades afetam muito mais a vida e o desempenho emocional, fazendo com que o homem remoa cada uma dessas lembranças. Infelizmente, a felicidade plena não pode ser alcançada e muito menos comprada, por isso, é necessário que se viva intensamente cada fase e aproveite cada período raro desse sentimento tão prazeroso. Em outro dos meus livros saliento que “não somos felizes”. E, sim, “estamos felizes”, pois é um momento específico que define este status. A mudança de um simples verbo, na frase, demostra a pura realidade, mesmo que alguns não a aceitem.

“Amor

Sonhos

Desejos

Felicidade.

Amigos

Paz de espírito

Caráter

Dignidade.

Gratidão

Ternura

Bom senso

Vida…

…coisas que o dinheiro não compra jamais!”

(poema “Inegociáveis” – Mauro Felippe – livro “Nove”)

Ficha Técnica
Livro: Nove
Autor: Mauro Felippe
Tamanho: 24 x 17 cm
Páginas: 400
Formato: Capa dura
ISBN: 978-8591833108

Sobre o autor: Natural de Urussanga/SC, o advogado Mauro Felippe já chegou a cursar Engenharia de Alimentos antes de se decidir pela carreira em Direito. Autor das coletâneas poéticas Nove, Humanos, Espectros e Ócio, já preencheu diversos cadernos em sua infância e adolescência com textos e versos, dos simples aos elaborados (a predileção pelo segundo evidente em sua escrita). As temáticas de suas obras são extraídas de questões existenciais, filosóficas e psicológicas que compreende no dia a dia, sendo que algumas advém dos longos anos da advocacia, atendendo a muitas espécies de conflitos e traumas. Por fim, pretende com a literatura viver dignamente e deixar uma marca positiva no mundo, uma prova inequívoca de sua existência como autor. Participante assíduo de feiras literárias, já esteve como expositor na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2016 e Bienal Internacional do Livro do Rio 2017.