O que ocorre com os ossos na transição para a menopausa?
22 abril 2018 |
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Nosso esqueleto é formado de 206 ossos feitos da mesma matéria prima que dá sustentação à pele: as fibras de colágeno. Para formar os ossos, essas fibras interagem com os minerais que contém cálcio e, como qualquer tecido vivo, mantém-se em permanente reconstituição.

O processo de reconstituição é permanente, mas o pico da densidade óssea é determinado no tempo. Ocorre por volta dos 30 anos. Até essa idade ganhamos mais osso do que perdemos. A partir de então, o processo se inverte e é preciso impedir que se instale a perda de massa óssea que caracteriza a osteoporose. Entre 30 e 40 anos a mulher perde 0,18% de osso esponjoso por ano – o tecido predominante nas vértebras, nos ossos da pelve e nas extremidades dos ossos longos e dos ossos chatos. Nos cinco primeiros anos após a menopausa, a perda passa a ser de 1,4% ao ano. Não é o fim do esqueleto, naturalmente, mas a desvantagem feminina é grande nessa área, pois as mulheres têm 25% a 30% menos massa óssea do que os homens e perdem 35% de osso compacto e 50% do tecido esponjoso ao longo da vida, enquanto os homens perdem menos da metade dessas porcentagens.

Correm mais risco de desenvolver osteoporose as mulheres que tem histórico da doença na família, as que são pequenas e magras, as fumantes e as que usam medicamentos à base de cortisona ou tomam hormônio para controlar o hipertireoidismo.

A prevenção da osteoporose na menopausa depende da dieta, que dever ser rica em cálcio, com suplementação desse mineral, quando necessário, e também está associada com a prática de atividade física e à exposição ao sol.

Para quem tem risco de desenvolver a doença, o arsenal de medicamentos é amplo. A vitamina D, metabolizada na pele, é uma espécie de chave que abre portas, do começo ao fim do ciclo de remodelação óssea: ela facilita a absorção do cálcio pelo intestino, dá o empurrão para sua entrada na corrente sanguínea e ainda ajuda a sua deposição final no osso.

O consumo de cálcio recomendado para quem tem 45 anos ou mais é de 1500mg diários, o equivalente a um litro de leite. É óbvio que ninguém toma tanto leite assim, mas existem outros alimentos ricos em cálcio que podem compor esse cardápio, como os peixes e sardinhas, os frutos do mar e as amêndoas e avelãs. Essas últimas são poderosas porque, além do mineral, contém fósforo em abundância, um elemento que favorece a melhor absorção do cálcio pelo organismo.

Adquirir o hábito de consumir alimentos ricos em cálcio bem antes da menopausa e exercitar os músculos quando ela estiver se aproximando, com atividades vigorosas como corrida, ginástica e levantamento de peso, é decisivo para atenuar a perda óssea na transição. O exercício leva o músculo a pressionar o osso, e essa ação simples, mecânica, estimula a formação de massa óssea. Como se não bastasse esse efeito, há que se considerar que quanto mais tempo viver, mais a mulher precisará dos músculos para proteger seus ossos frágeis e porosos.

 

Dra. Grazieli Sassi

Professora titular da Universidade de Passo Fundo

Título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia –TEGO

Pós graduação em Ultrassom ginecológico e obstétrico – EURP

Pós graduação em Videohisteroscopia – FELUMA

Atendimento na Rua Flores da Cunha, 900, sala 05 – Ibirubá

Telefone para contato 3324-3704 ou 98424-3704