Setembro Amarelo: reflexões sobre as Patologias do Vazio e o Suicídio
11 setembro 2017 |
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O mês de setembro é voltado para a prevenção do suicídio no Brasil. É um assunto delicado para se tratar, porém é necessário abordar este tema de grande impacto para a sociedade. Atualmente, refletimos o fenômeno que está atingindo o ser humano na sua subjetividade, com queixas de sentimento de vazio e não compreensão das suas emoções, configurando as chamadas Patologias do Vazio. Em rápidas palavras, este vazio existencial traz ao ser humano um “não sentir-se”, o qual tende a buscar no consumismo, na falta de limites, uso de drogas, por exemplo, a fim de preencher este vazio.

As queixas psicológicas estão denotadas na sua fala e no seu discurso, as quais são tomados de angústia, angústia essa “que não consegue ser explicada” pelo paciente. Há então uma dificuldade em sentir e dar nome aos afetos e emoções. Conforme Lucion, 2007, nesse vazio existencial tem-se as angústias, as vivências de desencontro, sentimentos de solidão e desamparo. Esta não compreensão de si pode levar alguns pacientes a ter pensamentos suicidas como resolução de todos seus problemas. Partindo dessa reflexão, o suicida não quer morrer, ele quer apenas dar um sentindo ao vazio de sua vida, com a morte (CASSORLA, 2007).

Enquanto sociedade, precisamos nos preocupar com as pessoas que fizeram uma tentativa de suicídio (e as que dizem que irão fazer), visto que é uma mensagem de angústia, de dor, de desespero e desamparo. É necessário e importante o acompanhamento psicológico, além de médico e psiquiátrico, com o objetivo de que este paciente repense de forma crítica suas ideias e pensamentos, e então, possa junto ao terapeuta dar um novo significado à sua vida.

 

Louise Zart

Psicóloga CRP 07/24795, Pós graduanda em Psicologia Clínica – Orientação Psicanalítica

Atendimento Clinibel – Rua General Osório 1300, Centro, Ibirubá