Agricultura
Agricultura Familiar: cuidando da economia e do meio ambiente
1 agosto 2017 | Agricultura
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Emater também acompanha a preservação ambiental

O sistema de Agricultura Familiar, definido como propriedades que dependem principalmente dos membros da família para a sua mão de obra e gestão, é responsável por garantir alimentos de qualidade na mesa dos brasileiros. Em torno de 70% da produção de alimentos consumidos provêm desse setor, feitos com a preocupação com o meio ambiente. A Agricultura Familiar é reconhecida por gerar postos de trabalho em números bem maiores que a agricultura empresarial, e por se preocupar com a sustentabilidade socioeconômica e ambiental.

A Emater, órgão que dá acompanhamento a esse segmento da produção agrícola, busca priorizar a família, a propriedade, e o meio, destaca Jair Ross, chefe do escritório local da autarquia.

A assistência técnica e extensão rural consideram unidade familiar aquela que tem a capacidade de produzir baseada nos aspectos da diversificação de alimentos em economia familiar.

Os aspectos econômicos, sociais e ambientais são fundamentais para viabilizar todas as atividades desenvolvidas nas unidades familiares

O solo agrícola é o maior patrimônio dos produtores. Deve ser preservado através de práticas corretas de manejo, capazes de mantê-lo em condições adequadas de cultivo. “Temos também os recursos hídricos, os rios, sangas, nascentes, a sua preservação dá sustentação as atividades das propriedades e valoriza as unidades familiares”, afirma Jair.

O uso dos agroquímicos, por exemplo, tão necessários na condução das atividades visando o aumento da produção e renda, também devem ser considerados substâncias que podem poluir o meio ambiente e prejudicar a saúde humana e animal.

As matas ciliares desempenham importante função no meio ambiente, assim como as diversas espécies de seres vivos em seu habitat natural. O maior desafio está em desenvolver a atividade agropecuária sem interferir ou prejudicar os recursos naturais, e nesse aspecto, há maior consciência da população rural da necessidade em preservar.

Os produtores aderiram ao preenchimento do Cadastro Ambiental Rural (CAR), um instrumento fundamental para auxiliar no processo de regularização ambiental de propriedades e posses rurais.

Podem ser destacadas algumas atividades essenciais à garantia de renda das famílias rurais, que desempenham importante papel na economia da região: a produção de grãos, hortigranjeiros, fruticultura, leite, carne bovina suínos e aves.

Nos sistemas de produção, o uso da tecnologia é crescente, gerando maior diversificação das atividades, maior produtividade, qualidade da produção, racionalização dos custos de produção e renda aos produtores.

No aspecto social, a Agricultura Familiar gera, em média, 38% da receita dos estabelecimentos agropecuários e emprega aproximadamente 74% dos trabalhadores agropecuários do país e 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

Garantir a renda do produtor

Os desafios da Agricultura Familiar para atender a demanda por alimentos saudáveis e em quantidade são muitos. A insuficiência de investimentos em infraestrutura produtiva, de beneficiamento, armazenamento, transportes e preços remuneradores, e o acesso às políticas públicas de cunho social são fatores que influenciam a permanência das pessoas no campo. Por outro lado, é necessário investir em sistemas de produção que proporcionem melhoria contínua das condições de vida de agricultores familiares, garantindo renda e sustentabilidade ambiental, de modo que todas as potencialidades do estabelecimento de produção possam ser aproveitadas sem prejuízos à natureza, destaca Jair.

É preciso incentivar as iniciativas econômicas que ampliem as oportunidades de trabalho, de distribuição de renda, de produção de alimentos, das melhorias de qualidade de vida, da preservação da biodiversidade e da diminuição das desigualdades, lembrou.

  Jair Ross, técnico da Emater Tapera