Apresentado projeto contra proibição de estacionamento na Rua do Comércio
2 dezembro 2017 |
Compartilhe:

Vereadores consideram que a medida vai apenas transferir o problema de endereço

Após a decisão conjunta da Promotoria com representantes dos demais poderes e de órgãos de segurança de proibir o estacionamento no período noturno na Rua do Comércio no final de semana, o assunto voltou a ganhar novos debates na última semana. A ideia inicia era reduzir a baderna naquela área.

Os vereadores André Oliveira Ferreira (PP), Dileta de Vargas Pavão das Chagas (PP), Oneide Neuland (DEM), Patrícia Sandri (DEM) e Silvestre Antônio Rebelato (PMDB) apresentaram ofício à Casa Legislativa manifestando contrariedade quanto à proibição entre as 20h das sextas-feiras, sábados e domingos, até as 6h do dia seguinte. O ofício deve ser encaminhado para a Promotora de Justiça Suzane Helfeldt.

Os vereadores dizem que a decisão desagradou comerciantes de restaurantes e bares, que preveem prejuízos. Os clientes teriam de estacionar longe nos dias de chuva, por exemplo. Da mesma forma, se um morador fizer uma festa de aniversário, seus convidados passariam pelo mesmo constrangimento.

Boa sugestão é trazer mais PMs para a Brigada Militar

O grupo contrário à medida alega ainda que a fiscalização fica comprometida frente ao reduzido efetivo da Brigada Militar, e que as queixas do som alto certamente vão continuar nas ruas próximas. A ideia é proibir o estacionamento somente a partir da 0h, quando as famílias que frequentam os restaurantes e os possíveis visitantes dos moradores já teriam ido embora.

Os vereadores sugerem que, antes de medidas drásticas, com esta em tela, a comunidade e lideranças se unam para viabilizar a vinda de mais policiais militares para a Brigada Militar. Foi citada a necessidade de proporcionar um local apropriado para que os jovens possam se divertir, e lembrado que, a repressão pode fazer com que eles se dirijam a outras cidades, com riscos maiores.

O fato é que até agora não há nada de concreto sobre a medida. Passados os 20 dias do prazo concedido pela promotora Suzane para a instalação das placas na Rua do Comércio, isso não ocorreu e, portanto, a determinação não se torna efetiva.