Saúde
Dermatologista fala sobre atenção para as lesões de pele
13 novembro 2017 | Saúde
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Os Nevos são pequenas manchas marrons regulares na pele, salientes ou não. São popularmente conhecidos por pintas, verrugas ou sinais. A maioria das pintas surge em decorrência da exposição solar e possuem um formato regular.

Já os nevos displásicos (ou nevos atípicos) são nevos diferentes, que merecem uma maior atenção. São lesões disformes, com vários tons, e que crescem com rapidez. Pessoas que possuem esse tipo de nevo são mais propensas a desenvolver o melanoma, tipo mais agressivo de câncer da pele. Pesquisas afirmam que pessoas com dez ou mais nevos atípicos possuem 12 vezes mais chance de desenvolver o melanoma.

Esses dados são importantes para alertar para a importância do autoexame da pele, a necessidade de visitas regulares ao dermatologista e proteção solar diária.

 Nevos

Nevos normais

Um adulto jovem possui entre 10 e 20 pintas, elevadas ou não. O formato deve ser simétrico. A borda regular é bem delimitada. A cor uniforme, e geralmente castanha, marrom ou cor de pele. O diâmetro, menor do que 6mm. Esses nevos concentram-se em áreas expostas ao sol, como face, tronco, braços e pernas. Aparecem até os 35 ou 40 anos e são semelhantes. Normalmente não há evolução, nem em tamanho, nem em quantidade.

Nevos Displásicos

São largos, e semelhantes ao melanoma. Suas principais características são:

  • Assimetria no formato, ou seja, quando você divide a pinta em dois lados, eles são diferentes.
  • Borda irregular ou mal delimitada: esse tipo de nevo não possui formato definido, como oval ou redondo.
  • Cor variável: geralmente, há áreas mais escuras e outras mais claras na mesma pinta, podendo ser castanha, marrom, marrom escuro, vermelha, azul ou preta. Diâmetro maior do que 6mm.
  • Evolução anormal: algumas crescem repentinamente e podem surgir após os 40 anos. A parte central é geralmente elevada, e a parte periférica plana.

 Dermatoscópio

O Melanoma não apresenta sintomas muito alarmantes, e, por isso, qualquer mudança em pintas suspeitas é sinal para procurar o dermatologista. Fique atento a sangramentos nas pintas, formação de “casquinhas” ou pequenas feridas que não cicatrizam, inchaço, mudança de cor para preto ou azulado.

Pode ser difícil distinguir nevos displásicos de melanomas em estágios iniciais. Por esse motivo, geralmente é realizada uma biópsia de um nevo displásico, pois é a melhor maneira de diferenciá-lo do melanoma. Para evitar um grande número de biopsias ou cirurgias que podem deixar cicatrizes inestéticas, surgiu a Dermatoscopia.

A dermatoscopia é um exame que permite avaliar as características do nevo com uma maior precisão, pois amplia a imagem e permite a visualização de estruturas internas e de cores invisíveis a olho nu. Esse exame é realizado pelo Dermatologista, e seu principal objetivo é diminuir a necessidade da realização de biopsias e cirurgias, pois permite uma visualização ampliada da lesão.

É um método diagnóstico não invasivo, que usa uma lente de aumento associada à luz polarizada que diminui a refração da luz e permite que a epiderme (porção superior da pele) se torne translúcida, facilitando a visualização de estruturas na profundidade da pele, não visíveis ao olho nu.

O dermatoscópio é um aparelho portátil e simples de usar, que oferece um aumento fixo de 20 vezes. A dermatoscopia nas mãos de pessoas treinadas é uma excelente ferramenta no diagnóstico diferencial dos diversos tipos de câncer de pele.

  Visão na Dermatoscopia

 

Regras do ABCDE para diferenciar Nevos Normais dos Displásicos:

 ASSIMETRIA

Assimétrico: maligno

Simétrico: benigno

BORDA

Borda irregular: maligno

Borda regular: benigno

COR

Dois tons ou mais: maligno

Tom único: benigno

DIMENSÃO

Superior a 6 mm: provavelmente maligno

Inferior a 6 mm: provavelmente benigno

EVOLUÇÃO

Cresce e muda de cor: provavelmente maligno

Não cresce nem muda de cor: provavelmente benigno

 

 

Cuidados para toda a população

  • Use chapéus, camisetas e protetores solares.
  • Evite a exposição solar e permanecer na sombra entre 10h e 16h (horário de verão).
  • Na praia ou na piscina, use barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.
  • Use filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada três horas, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia-a-dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
  • Observe regularmente a própria pele, à procura de lesões suspeitas, aplicando a regra do ABCDE.
  • Para pessoas com fatores de risco para câncer de pele: pele e/ou olhos claros, história na família de câncer de pele, muitas pintas e atividades com exposição solar prolongada, sugere-se avaliação com um dermatologista ao menos uma vez ao ano.
  • Mesmo que o câncer de pele seja curável, se detectado e tratado precocemente é sempre melhor prevenir.

 

Fonte: site da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Imagens: Reprodução

 

Dr. Leandro Seerig – Dermatologista

Cremers 35.384 – RQE 30.250

Especialista pela SBD

Dermatologia Clínica, Cirúrgica e Cosmiátrica, doenças de pele, cabelos e unhas de adultos e crianças

Atende em Ibirubá às quintas-feiras na Clínica Compostura – Rua Firmino de Paula, 875. Fone (54) 3324-3422