Ibirubense morre afogado no Lago do Passo Real. Bombeiros orientam
13 janeiro 2018 |
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Trágico acidente ocorrido no final de semana foi a única ocorrência registrada pelo Corpo de Bombeiros nesta temporada

No final da tarde de domingo, 7, foi registrado o desaparecimento de um morador do Bairro Progresso/Ibirubá, nas águas da Barragem do Passo Real, mais precisamente junto à ponte do aterro da VRS 824, que interliga os municípios de Quinze de Novembro e Fortaleza dos Valos.

O ibirubense Miguel Pereira, 41 anos, passou o dia no local, pescando com o genro Valtoir dos Santos e resolveu banhar-se. Quando havia se distanciado, pediu por socorro. Valtoir viu que o sogro estava acenando, mas não sabia nadar e não pode fazer nada.

A Grupo de Serviço do 4º Pelotão de Bombeiros da Brigada Militar (4º PelBM) deslocou-se imediatamente para realizar as buscas primárias superficiais, com embarcação e garateias. O trabalho foi até às 21h, sem êxito, e retomado na manhã seguinte. Por volta das 10h, a guarnição de mergulhadores do 7º Batalhão da BM de Passo Fundo iniciou as buscas em profundidade e rapidamente o corpo de Miguel foi encontrado, próximo ao local onde desapareceu, a cerca de três metros de profundidade. Em seguida, a Polícia Civil foi acionada.

Veranistas devem ter cuidado

Os balneários de Quinze de Novembro atraem milhares de turistas durante todo o ano, especialmente no verão, finais de semana e feriados. O Comandante Ricardo destaca que entre as principais precauções está o cuidado com o excesso de bebida alcoólica. “Assim como o trânsito não combina com bebidas alcoólicas, a água também não. A pessoa ingere o álcool e perde a noção do perigo. Outra orientação é quanto aos cuidados com as crianças. É importante que elas estejam sempre em lugares seguros e na companhia dos pais ou responsáveis”, lembrou o bombeiro.

Além disso, nos rios de água corrente é comum a formação de valas mais profundas, portanto deve-se procurar locais adequados e rasos. “A pessoa está dentro da água com os pés apoiados, mas ao dar um passo cai em uma vala dessas. Se não souber nadar, vai morrer afogada.”

Evitar nadar logo após as refeições, não saltar na água de locais elevados e evitar brincadeiras de mau gosto, como os “caldos” ou empurrar outras pessoas na água também são medidas que devem ser adotadas. Em situações de perigo e desespero, é indicado lançar flutuadores em direção à pessoa, como cordas, galhos, algum meio que ajude a trazê-la para a margem, até mesmo garrafas pet vazias, amarradas com cordas, podem ser utilizadas como boias improvisadas.

“Tentar resgatar um afogado sem treinamento adequado para isso pode gerar, na verdade, duas pessoas afogadas. Procure sempre um objeto para que essa pessoa se agarre e você possa ajudá-la de fora da água, senão você pode ser mais uma vítima em potencial. A população deve se divertir, mas com segurança, lembrando que os cuidados devem partir também de cada banhista”, acrescentou Ricardo.