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Júri do caso Padre Eduardo fica mesmo para 2018
9 setembro 2017 | Região
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Juíza Marilene Parizotto Campagna

A Juíza de Direito da Vara Judicial da Comarca de Tapera, Marilene Parizotto Campagna, acredita que o júri do acusado pela morte do padre Eduardo Pegoraro e de tentativa de homicídio contra a esposa Patrícia, Jairo Paulinho Kolling, ocorra em abril do próximo ano.

A defesa pediu que o júri fosse realizado noutra comarca e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) negou o desaforamento, mas o Judiciário taperense terá ainda de realizar outros três júris referentes a outros processos mais antigos, atendendo determinação da lei.

Procedimento

Após a decisão do TJ, as partes serão intimadas a apresentarem suas testemunhas. Após este procedimento, só então poderá ser marcada a data do julgamento.

O acusado Jairo Kolling aguarda em liberdade o andamento do processo. Ele foi solto cerca de quatro meses após a morte do padre Eduardo Pegoraro, de 33 anos, assassinado com um tiro dentro da casa paroquial em Tapera. A decisão foi da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado. Indiciado pela Polícia Civil e acusado pelo Ministério Público, Jairo Kolling responde também por tentativa de homicídio contra a esposa Patrícia Kolling. O fato ocorreu em 2015.

O julgamento

Polêmico, o caso movimentou a opinião pública e o julgamento atrairá a atenção de toda a região. Haverá a segurança normal do Tribunal de Justiça, “que acompanharão a juíza cuidando dos procedimentos no julgamento” e será também requisitada a presença da Brigada Militar.

Jurados

Serão sorteados 25 jurados, dos quais sorteio escolherá sete. A defesa e a Promotoria de Justiça podem recusar três pessoas das 25, sem justificativas. Se houver a rejeição além, ela deve ser justificada.

O Fórum está solicitando que pessoas da comunidade se coloquem à disposição para compor o corpo de jurados. Este procedimento é realizado anualmente e não tem a ver com casos específicos. “É uma regra do Poder Judiciário”, afirmou a Juíza Marilene. Quem já foi sorteado e participou de um júri não pode participar novamente. É jurado somente uma vez”, esclareceu.