Política
Lula vai esperar a PF ao lado do povo no Sindicato dos Metalúrgicos, diz advogado
6 abril 2018 | Política
Compartilhe:

“Lula não irá para o matadouro de cabeça baixa, por livre e espontânea vontade”, diz advogado do ex-presidente. Ele ficará ao lado do povo no Sindicato, marco zero da sua vida política, à espera da Polícia Federal

Já no fim do prazo fixado pelo juiz Sérgio Moro para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresente em Curitiba, o petista segue na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, onde está desde ontem, quando sua prisão foi decretada.

Uma multidão se concentra do lado de fora (assista ao vivo), esperando um pronunciamento de Lula.

Ainda não se sabe qual será a decisão do ex-presidente. Às 17h em ponto, oradores fizeram contagem regressiva e os manifestantes gritaram “não tem arrego”.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, os advogados de Lula afirmaram que o ex-presidente ficará no Sindicato dos Metalúrgicos à espera da Polícia Federal.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo significa o marco zero da vida política de Lula.

“Não haverá resistência, mas ele não irá para o matadouro de cabeça baixa, por livre e espontânea vontade”, disse à José Roberto Batochio, que cuida da defesa de Lula junto com Cristiano Zanin Martins.

A informação foi confirmada em discurso na frente do Sindicato pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

“Não é rebelião”, prossegue Batochio. “É um direito da pessoa preservar a sua liberdade e não contribuir para qualquer ato que possa suprimi-la. Sem violência, é claro”.

A defesa do ex-presidente afirma que há uma doutrina prevendo que não pode ser aplicada uma punição extra a quem está defendendo seus princípios de liberdade.

Um dos temores dos advogados de Lula era de que o juiz federal Sergio Moro decretasse uma segunda prisão caso ele não cumpra as ordens do juiz de se apresentar à Polícia Federal em Curitiba.

O temor foi ultrapassado com o argumento de que tanto faz se Lula tiver uma ou três prisões decretadas pela Justiça. (Pragmatismo Político)