Esporte
Lutadora Cristiane Silva é vice no Mundial de Kickboxing
18 novembro 2017 | Esporte
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A atleta Faixa Preta Internacional Cristiane Silva representou o Brasil no Campeonato Mundial de Kickboxing WAKO, realizado entre os dias 3 a 12 em Budapeste, na Hungria. Moradora de Quinze de Novembro, a lutadora havia sido convocada ainda em julho pela Federação Rio Grandense de Muaythay e Kickboxing (FRMK).

Cristiane viajou para a Hungria juntamente outros atletas brasileiros, todos em busca de um sonho: o título mundial. Ela disputou três modalidades: o Light Contact (medalha de bronze), Kick Light (prata) e o Point Fight (4ª colocação).

Durante a disputa da categoria Light Contact, Cristiane fraturando uma costela, o que atrapalhou o desempenho na busca do ouro inédito na categoria Kick Light. A adversária, húngara representante da casa, era a favorita.

A lutadora frisou que buscou ajuda nas prefeituras da região e que, de última hora, a prefeitura local cancelou auxílio prometido, de R$ 1.000. Faltando então poucos dias para o embarque, teve uma outra luta para cobrir os custos das passagens. Quem abraçou a causa foi o Sindicato dos Metalúrgicos e Pequenos Empresários de Ibirubá e Quinze de Novembro.

“Eu só tinha o dinheiro para as passagens de ida e volta e para a inscrição nas competições, não tinha grana para comer. O nervosismo por ter quase nada no bolso também acabou atrapalhando um pouco meu desempenho. Na viagem, todos nós, atletas brasileiros, baixamos o peso não só pela alimentação restrita, mas também porque pegamos uma virose. Levamos um médico brasileiro junto com a delegação, o que foi de grande valia e garantiu nossa permanência nas competições, pois, do contrário, muitos de nós nem poderíamos entrar na disputa”, relata Cristiane.

A lutadora destacou que, apesar das dificuldades enfrentadas durante a viagem, a experiência foi válida e muito gratificante. A lutadora participa das competições por amor à camiseta, já que, mesmo sendo campeã por diversas vezes, nunca recebeu nada por isso. “Foi um grande aprendizado para mim, pois aos 45 anos lutei com garotas bem mais jovens e que recebem o valor de até R$ 5 mil para treinar mensalmente, sendo que eu nunca recebi nenhuma espécie de incentivo para treinar. Lutei com competidores de mais de dez países, foram muitas lutas para chegar onde cheguei, e estou muito orgulhosa por isso”, finalizou Cristiane.

Cristiane (D) com brasileiras de outras categorias

Delegação brasileira

Foto em destaque: Atleta com as duas medalhas conquistadas na Hungria