Saúde
Não-Me-Toque tem caso confirmado de gripe H1N1
17 julho 2019 | Saúde
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Por sua evolução repentina e acelerada, se não tratada adequadamente a gripe H1N1 pode causar complicações graves, como pneumonia, angústia respiratória e até a morte em casos mais graves

 

A Secretaria de Saúde de Não-Me-Toque confirmou um caso de gripe H1N1. A mulher de 49 anos estava internada no Hospital Notre Dame Santa Julia Biliart na primeira semana de julho. Com sintomas de diarreia, febre, falta de ar (precisou do uso de oxigênio), já apresentou melhora do quadro clínico. A paciente não foi vacinada contra a Influenza.

A gripe H1N1 é uma doença provocada pelo vírus de mesmo nome, cujos sintomas são semelhantes aos da gripe comum e por isso as duas enfermidades normalmente são confundidas. Saber como distingui-las é essencial e pode fazer toda diferença ao buscar auxílio médico para iniciar o tratamento adequado no momento certo.

 

Sintomas da Gripe Comum: febre alta, dor de cabeça tolerável, dores nos músculos, calafrios, tosse, secreções (catarro).

Sintomas da Gripe H1N1: febre alta, dor de cabeça intensa, dores nos músculos, dores nas articulações, calafrios, tosse, falta de apetite, vômito e diarreia (em alguns casos), falta de ar e desconforto respiratório.

 

Prevenção

O vírus da gripe H1N1 é transmitido por meio de gotículas contaminadas. Por isso, é preciso evitar o contato com o doente e também com objetos de uso comum, como copos e talheres.

Lavar as mãos com frequência ou higienizá-las com álcool gel, principalmente depois de tossir ou espirrar são práticas muito importantes assim como evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies potencialmente contaminadas (corrimão, bancos, maçanetas).

Hábitos de alimentação saudáveis, com ingestão de líquidos e realização de atividades físicas, também ajudam na prevenção, pois fortalecem o sistema imunológico.

 

Vacina Contra H1N1

Existem duas vacinas que protegem contra a infecção pelo H1N1: a trivalente, que imuniza contra dois vírus da influenza A e contra uma cepa do vírus da influenza B, e a vacina tetravalente (ou quadrivalente) que, além desses vírus imuniza contra uma segunda cepa do vírus da influeza B, menos frequente no Brasil e que só deve ser usada a partir dos três anos de idade.

Os dois tipos de vacina são eficazes, mas levam de duas a três semanas para fazer efeito. Embora não ofereçam 100% de proteção, estão perto disso.

Idosos acima de 60 anos, gestantes, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (hipertensão, diabetes, asma, bronquite, insuficiência renal, obesidade grau 3, por exemplo), imunossuprimidos e transplantados, crianças entre seis meses e cinco anos, profissionais da saúde, população indígena, presidiários constituem o grupo prioritário para vacinação.