Saúde
O papel da família nas emoções infantis
20 novembro 2018 | Saúde
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As crianças são muito diferentes umas das outras, e nem sempre conseguimos identificar a emoção ou imaginar como a criança se sente diante das situações que vive, já que cada uma enfrenta e reage da sua maneira. Nesse sentido, cada criança vai expressar seus sentimentos de acordo com as suas necessidades. Elas são individuais, exclusivamente suas. A raiva, a frustação, a dificuldade em lidar com a negativa de seus desejos tornam-se emoções grandes e muito importantes para a criança, mesmo que a situação seja percebida como pequena para o adulto. A manifestação de alegria diante de conquistas, sensação de poder, de estar em crescimento e aprendizagem, fortalece a forma como a criança se percebe. Da mesma forma, a sensação de segurança, amparo e perceber que será acolhida incondicionalmente determina e fortalece ferramentas internas de pertencimento.

As emoções da criança e a forma como lidamos com elas são o guia condutor de quem essa criança se tornará. É a partir das suas experiências com os sentimentos positivos e negativos que a criança se reconhece. Por isso a importância de que a criança vá compreendendo aquilo que sente de forma cada vez mais ampla. São pelos seus sentimentos que a criança compreende a si mesma e ao contexto em que vive.

Os pais costumam ter dificuldades para lidar com crianças desafiadoras, pois geram um nível de estresse grande e acaba interferindo no modo de conduzir a crise de birra, seja cedendo ou respondendo também de modo agressivo. A criança que mais precisa de amor e compreensão comunicará isso da forma menos amorosa possível, já que isso é frustrante e difícil de sentir. Assim, cabem aos pais tolerar, ouvir, mostrar-se uma presença de segurança e amparo constante.

O ambiente familiar ajuda a criança a construir seu mundo interno. Assim, se ela é cercada de sentimentos seguros, que impõe limites, mas que também oferece espaço confortável para expressar a emoção contida, ela ficará mais livre para falar, manifestar e expor seus sentimentos e assim buscar junto de um adulto possibilidades para resolver a situação. Esteja junto de seu filho, converse, identifique, explique, pensem em alternativas juntos. Cabe ao adulto apresentar essa criança ao mundo e às emoções. Conversar sobre o que seu filho está sentindo ajudará muito. Nem sempre as crianças conseguem identificar sozinhas o sentimento que as acomete, assim precisamos nomear o sentimento e ajudá-la a vivenciá-lo. A criança precisa experimentar momentos de satisfação, vitórias e desejos atendidos, mas também precisa compreender e aceitar que existirão momentos de pequenas frustrações, que se forem vivenciadas com amparo e carinho de seus pais, as fortalece e amplia seu repertório emocional.

 

Psicóloga Maiara Müller

Especialista em Saúde Mental

Especialista em Psicologia Infantil

Atende na Rua Mérito, 638 – Ibirubá

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