Produtores da Cotribá atingem média de 46 litros com sistema de leite a pasto
3 outubro 2018 |
Compartilhe:

Num sistema de confinamento, onde o clima e suas variações não têm importância direta, e instrumentos como ventiladores, aspersores de vapor e até mesmo climatizadores de ambiente fazem com que as temperaturas ideais de produção sejam constantes e o conforto térmico dos animais perene, as altas produtividades são bastante comuns. Mas este não é o caso dos produtores Fernando Mocellin e Luci Camillo Fontanive. Os sócios trabalham em uma pequena propriedade em Carlos Barbosa, na Serra Gaúcha, com 60 animais manejados no sistema de leite a pasto e, apesar disso, obtém resultados são extraordinários.

A média de produtividade das 28 vacas que estão em lactação é de 46 litros/vaca/dia, 33 litros a mais que a média do estado, que é de 12,6 litros/ vaca/dia (para os produtores que vendem leite cru para indústrias, cooperativas e queijarias) conforme o Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no RS, publicado pela Emater no ano passado.

Mocellin é zootecnista e está focado em produzir leite com eficiência a pasto, no sentido de viabilizar o negócio. Orgulhoso do desempenho da propriedade, não faz questão de esconder a estratégia. “O plantel se caracteriza por boa genética, precisávamos então adequar o manejo”.

Ele conta que entre as mudanças optou-se pela terceira ordenha e os consultores técnicos da Cotribá, que fornece a ração e presta assistência, ajustaram a dieta. “Com isso, obtivemos um ganho de 18% na produtividade média. A dieta equilibrada e personalizada também melhorou a taxa de concepção e sanidade do rebanho, o que reflete diretamente na produção”, explica.

Em outras condições de manejo, o rebanho apresenta potencial para aumentar mais dois litros de leite na média. “Elas caminham pelo menos dois quilômetros por dia da ordenha para o pasto e vice-versa. No confinamento, essa energia seria poupada”.

 

Ração Verão para manter a média

A estação quente se aproxima e com o calor vem o estresse térmico, que costuma resultar na queda de produção de leite. Mas isso não é motivo de preocupação para Fernando e Luci: eles já testaram no último ano a nova fórmula lançada pela Cotribá na época, a Ração Verão, que promete amenizar as perdas produtivas provocadas pelo calor.

“No verão, a tendência é baixar a produção, mas pretendemos repetir o trunfo do último ano. Em outros verões, a nossa média era de 25 a 30 litros/vaca/dia. Com a Ração Verão da Cotribá conseguimos uma diferença de seis litros por vaca, com a média variando entre 34 e 36 litros/vaca/dia”, comemora Mocellin.

Conforme o nutricionista das fábricas de rações da cooperativa, médico veterinário Rafael Schuster – responsável pelas fórmulas –, a Ração Cotribá Verão foi especialmente desenvolvida para fazer frente aos desafios gerados pelo calor, tanto para o sistema a pasto quanto para o confinamento. “Ela combina todos os benefícios da Linha Master, que tem em sua composição uma grande gama de aditivos que garantem uma ótima estabilidade de pH ruminal proporcionando maior saúde aos animais, com um Composto Nutricional Redutor de Temperatura e um grande aporte de energia proveniente da Gordura Protegida de Palma, além de uma maior concentração de minerais para repor a maior perda que ocorre durante os períodos de estresse”, explica Schuster.