Ambiente
Projeto Charão integra equipe para contagem nacional do Papagaio-de-peito-roxo
7 maio 2018 | Ambiente
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No período de 15 de abril a 15 de maio, pesquisadores e observadores de aves estão mobilizados desde o Rio Grande do Sul até o norte de Minas Gerais, buscando determinar a população mínima total do Papagaio-de-peito-roxo. Os censos são realizados por pesquisadores do Programa Nacional para a Conservação do Papagaio-de-peito-roxo, conduzido pelo Projeto Charão – que é desenvolvido no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Passo Fundo (ICB/UPF) com a parceria de biólogos da Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA), de Carazinho.

A contagem nacional do Papagaio-de-peito-roxo também tem a participação de outras instituições, como o Parque das Aves, de Foz do Iguaçu, que colabora na contagem das populações no norte de Minas Gerais. Também tem a participação dos pesquisadores da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS), do Paraná, da Universidade de São Paulo (USP) e da Unochapecó. As atividades de campo têm apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e da Fundación Loro Parque da Espanha.

Pela UPF, participam os professores Jaime Martinez e Nêmora Pauletti Prestes, que coordenam o Projeto Charão, além da acadêmica Andrielli Forini, do curso de Ciências Biológicas, que integra a equipe responsável pela contagem. Conforme Martinez, essa espécie de papagaio é considerada uma das mais ameaçadas do Brasil, já que nos últimos anos sua população registrada ficou em torno de 4 mil aves. “Os pesquisadores utilizam dessa estratégia da contagem nacional para descobrir novas áreas de ocorrência da espécie e, assim, cobrir novas lacunas”, afirma ele.

A preocupação com o Papagaio-de-peito-roxo também ocorre a nível mundial. Segundo Martinez, a espécie ocorre apenas no Brasil, no Paraguai e na Argentina, com cerca de 90% de sua população no território brasileiro. A nível mundial, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), ela é considerada uma espécie ameaçada, na categoria “em perigo”. “Há um esforço dos três países no sentido de melhorar as condições de sobrevivência para a espécie, que também apresenta uma forte relação com a Floresta de Araucárias”, explica ele.

Fotos: Divulgação/Projeto Charão

Assessoria de Imprensa

Universidade de Passo Fundo