Saúde
Tenho um nódulo na tireoide: e agora?
4 fevereiro 2019 | Saúde
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Dra. Karina Gazonatto Pereira

Endocrinologia e Metabologia

 

Uma das preocupações frequentes no consultório do endocrinologista é o nódulo tireoidiano já diagnosticado. Geralmente, o paciente fez um ultrassom solicitado por um ginecologista, ou por um clínico geral, que então o encaminha para o especialista, que é o Endocrinologista.

Os nódulos da tireoide são mais comuns em mulheres, e em sua maioria são benignos, mas requerem acompanhamento e um olhar aguçado e experiente.

Após a palpação da tireoide durante a consulta, o primeiro exame a ser feito é o ultrassom, que pode ou não ser associado ao Doppler, dependendo de quais aspectos do nódulo estejam sendo avaliados. Esse ultrassom vai descrever e nos permitir enxergar forma, eixo, localização, contornos e presença de cálcio nos nódulos, tamanho, entre outras qualidades que nos darão ideia de chances de malignidade.

A certeza da natureza benigna ou maligna vem com a punção por agulha fina, uma espécie de biópsia feita apenas com uma agulha, retirando material do local e permitindo que suas células sejam avaliadas por médico patologista, sob microscópio.

Nem todo nódulo tireoidiano precisa de cirurgia, Só se indica cirurgia em caso de malignidade comprovada ou suspeita. Os nódulos não retirados serão acompanhados periodicamente pelo endocrinologista para que qualquer mudança em seu comportamento, possa ser flagrada precocemente. Os que forem extirpados, mantêm acompanhamento com cirurgião e com o endocrinologista.

Há outros exames necessários para avaliação de alguns nódulos que apresentem situações específicas, mas não na rotina.

A função e a anatomia tireoidianas são distintas e, a princípio, o fato de haver nódulos na ecografia não significa que a unção esteja alterada; da mesma forma, os pacientes que apresentam excesso ou falta de função tireoidiana podem apresentar anatomia da glândula intacta em textura, volume e forma.