Saúde
Terapia cognitiva auxilia dependentes a ter uma vida saudável sem o cigarro
3 setembro 2017 | Saúde
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Juliane Maldaner

Tapera – O tabagismo é responsável por seis milhões de mortes ao ano em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a estimativa é que o número passe para oito milhões até 2030. Em todo o planeta existe 1,1 bilhão de fumantes com mais de 15 anos – o que pode indicar que o vício pelo cigarro começa cedo, ainda na adolescência.

De acordo com um estudo publicado pela revista científica The Lancet, do Reino Unido, no ano de 2015, ao menos 18,2 milhões de pessoas se renderam ao tabagismo no Brasil.

Somente na fumaça do cigarro encontra-se mais de 4.700 substâncias tóxicas, algumas cancerígenas. O alcatrão e a nicotina são exemplos dessas substâncias maléficas ao organismo. A última age como estimulante do sistema nervoso central, eleva a pressão sanguínea e a frequência cardíaca, diminui o apetite e desencadeia náusea e vômito. Já o alcatrão, que é formado por várias substâncias, está ligado a doenças cardiovasculares, câncer, entre outras.

Através da Terapia Cognitiva Comportamental, o Município de Tapera busca auxiliar as pessoas que querem largar o vício. Coordenado pela assistente social Juliane Elisa Maldaner, a equipe conta com enfermeira, dentista e dois psicólogos capacitados, que estimulam ao autocontrole e tornam o indivíduo agente de mudança de seu próprio comportamento, se necessário com apoio de medicamentos.

“A demanda é espontânea ou encaminhada por médicos e agentes de saúde. Iniciamos o processo com uma entrevista para conhecer o paciente e realizamos o teste de dependência física. Através dele é possível identificar se é necessário aplicar a Terapia de Reposição de Nicotina, que são os adesivos. Ele é colado na pele em alguma área sem pelo e o produto com nicotina irá atuar ao longo de 24 horas, sendo necessário variar as regiões ao longo dos dias. O benefício desse método é que a pessoa fica livre das outras substâncias nocivas à saúde. Com o passar do tempo, as doses diminuem, até que o vício seja abandonado”, explicou Juliane.

O clássico truque de trocar o cigarro pelas balas ou chicletes não é indicado pelo grupo de profissionais, visando evitar um outro hábito caso o paciente tenha uma pré-disposição a diabetes. “Há diversas maneiras de acabar com o vício. Cabe a cada fumante escolher o modo que for mais cômodo e efetivo para si. No entanto, algumas situações devem ser deixadas de lado, retirar o cinzeiro e o isqueiro de perto, distrair a atenção e evitar ficar parado. Beber água gelada, comer uma fruta e praticar atividades físicas também são boas alternativas”, aconselha a assistente.

Juliane reforça que o tabagismo pode desencadear o infarto do miocárdio, enfisema pulmonar, derrame, câncer de pulmão, traqueia, laringe e brônquio; impotência sexual no homem, infertilidade da mulher, hipertensão e diabetes.