Justiça
Terço fará homenagens ao Padre Eduardo Pegoraro
19 maio 2018 | Justiça
Compartilhe:

Ato acontecerá em frente à Casa Paroquial. Crime completa três anos. Julgamento ainda não tem data definida

Há três anos, o padre Eduardo Pegoraro, 33 anos, era morto a tiros dentro da Casa Paroquial, no centro de Tapera. Após, o atirador, Jairo Paulinho Kolling, de Selbach, disparou o revólver calibre 38 contra sua esposa e contra seu próprio queixo.

O trágico ocorrido em 22 de maio de 2015 completa três anos na próxima terça-feira. Diferente da Caminhada pela Paz dos anos anteriores, a Comunidade Católica optou por realizar o Terço no Memorial da Paz, ao lado da Matriz. O tributo iniciará às 9h.

No mês de março, dia 28, o Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul informou o cancelamento do julgamento de Kolling, que estava marcado para o dia 23 de abril. O TJRS alegou que a Comarca de Tapera se encontrava em regime de substituição, com a saída de Marilene Parizotto Campagna, onde a magistrada não poderia comparecer na data agendada para realização do julgamento pelo Tribunal do Júri, bem como diante da iminente assunção de um novo juiz titular.

O sucessor de Marilene, Gustavo Bruschi, 38, assumiu a Comarca este mês. Ao JI, ele relatou que ainda não há previsão de uma nova data para o julgamento. O magistrado já vem estudando o processo.

A sentença de pronúncia proferida pela então juíza Marilene Parizotto Campagna, da 1ª Vara Judicial da Comarca de Tapera, determina que Jairo Kolling seja julgado pelo júri popular. O réu é pronunciado por homicídio consumado, duplamente qualificado (motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e por homicídio tentado, triplamente qualificado (motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e por ter sido cometido contra mulher em razão do sexo feminino). Ele aguarda o julgamento em liberdade.

Jairo alegou motivo passional

 

Crime

O crime aconteceu na manhã de uma sexta-feira, por volta das 9h. Jairo entrou na Casa Canônica, atirou contra Pegoraro com dois disparos no peito e depois contra a própria mulher, Patrícia Kolling, ferida nas costas. O homem suspeitava de um relacionamento entre os dois. Ele disparou os cinco projetis que estavam no tambor da arma, um errou os alvos e atingiu um carro do lado de fora da Casa Paroquial. No período, Patrícia relatou que ao ir até a igreja, não sabia que o marido estava armado. Ela negou envolvimento com o padre, dizendo que apenas dava aulas de violão no Seminário Sagrado Coração de Jesus, e que o marido era muito ciumento.