Traficante é morto a tiros no Bairro Floresta
8 setembro 2018 |
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Ibirubá – Um homem foi baleado na manhã desta quinta-feira no Bairro Floresta. Ele estava conversando com outra pessoa quando foi abordado e, atingido por pelo menos nove tiros, foi removido e acabou falecendo em Cruz Alta.

O fato ocorreu na Rua Três de Outubro, próximo da ponte, por volta das 8h40min. Cinco indivíduos que estavam em um Renault prata com placas de Porto Alegre chegaram e, enquanto três deles fizeram os disparos, outros dois filmaram com os celulares. Tudo indica que o crime está relacionado com o tráfico de drogas.

O indivíduo teria sido identificado somente pelo apelido de “Canelinha”. Não portava documentos, somente uma passagem para a capital do Estado, comprada na mesma manhã, pouco antes do ocorrido, marcada para as 13h40min do mesmo dia.

Inicialmente foram verificados quatro ferimentos na cabeça, cinco no abdômen, no braço e na perna, ocasionados por armas de grosso calibre, tal a amplitude das lesões. De fato, a Polícia encontrou cartuchos dos calibres 9mm e .40, de uso exclusivo das forças armadas e policiais.

O homem foi levado para o Hospital Annes Dias e em seguida transferido em estado gravíssimo ao Hospital São Vicente de Paulo pela ambulância UTI da Unimed, porém não resistiu aos ferimentos e faleceu no final da manhã.

A delegada Diná Aroldi falou com a imprensa naquela tarde. Afirmou que o indivíduo morto era oriundo de Porto Alegre e estava residindo em Ibirubá há algum tempo, “no outro extremo da cidade”, e já era investigado pela prática de tráfico de drogas. A delegada frisou que, a princípio é um fato isolado, mas há a possibilidade de que o caso esteja relacionado com facções criminosas.

A Polícia também checou a casa onde o indivíduo morava, e lá encontrou “muita droga”, incluindo mais de um quilo de maconha e 31 gramas de cocaína, em duas mochilas.

A identificação do sujeito pode se dar através das digitais e do material genético. A Polícia Técnica confirmará as demais informações.

Os moradores afirmaram que não o conheciam. Algumas pessoas foram ouvidas no mesmo dia.

A Delegada Diná pediu a colaboração da comunidade, lembrando que é preservado o sigilo.