Tapera
Agosto Dourado: um mês dedicado à amamentação
16 agosto 2021 | Tapera
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Tapera conta com os grupos de gestantes Aconchego e Bebê a Bordo. Ambos foram criados em 2016 no Bairro Brasília e na Vila Paz com o objetivo de oportunizar para as gestantes um momento de conhecimento através de palestras e roda de conversas. Há, também, confecção de enxoval para o bebê recém-nascido.

Os grupos de gestantes são ministrados pelas visitadoras do Primeira Infância Melhor (PIM) na Vila Brasília, Aline Herberts, Mariane Helena Hack e Sigrid Kern. Na Vila Paz, atua a visitadora Maria Arlete da Silveira. Já a oficineira dos dois bairros é Berenice Giacobbo da Cunha.

Anteriormente, os encontros aconteciam apenas nas vilas Paz e Brasília. A partir de 2018, as reuniões foram abertas a todo o município para quaisquer gestantes que quisessem participar. Às quintas, os encontros ocorrem a partir das 14 horas no PIM – antigo posto do Bairro Brasília -, e às terças, na Vila Paz, também a partir das 14 horas.

As reuniões contam com dois momentos: no primeiro, o do conhecimento, ocorre uma palestra ou oficina com um profissional da saúde ou da educação. Em seguida, são confeccionados os enxovais com os materiais que cada uma das gestantes leva para seu bebê. Devido à pandemia, as orientações estão ocorrendo por meio de vídeos, sem contato presencial. Poucos encontros pessoais ocorrem, e quando o fazem, são em grupos menores e em atendimento a todos os protocolos de saúde.

Agosto Dourado

O Agosto Dourado chegou, e com ele, o debate sobre a importância da amamentação para a saúde e desenvolvimento da criança. Nela, o bebê recebe anticorpos da mãe para proteção contra diversas doenças, como diarreia, infecções e doenças respiratórias, como asma. Constata-se também que a inicidência de diabetes e obesidade é menor em crianças amamentadas, mesmo depois que elas param de mamar. A amamentação, igualmente, é um excelente exercício para o desenvolvimento da face, importante para que a criança tenha dentes fortes e bonitos, além de desenvolver a fala e fazer com que o bebê tenha uma boa respiração.

Aline Herberts, visitadora do PIM, destaca uma série de benefícios da amamentação. O leite materno é o melhor e mais completo alimento que existe para o bebê, que até os seis primeiros meses de vida, não precisa de nenhum outro alimento, basta apenas o leite natural produzido pela mãe.

Aline destaca, ainda, que os primeiros seis meses de vida são os meses mais importantes para o desenvolvimento do bebê e que a digestão do leite materno é fácil, diminuindo as chances de o bebê sofrer enjoos e cólicas. O bebê cresce mais fortalecido e saudável.

O leite materno está sempre pronto e na temperatura ideal. E a  amamentação também gera benefícios para a mãe, pois previne hemorragias no pós-parto, reduz o risco de câncer de mama e de ovários e também ajuda a reduzir o peso adquirido durante a gestação.

O ato de amamentar é uma ligação muito forte entre a mãe e o filho. É um contato íntimo de pele a pele, olho no olho, que possibilita à dupla sentir um prazer no ato de amamentar. É um amor que aumenta a cada mamada e que constrói uma base firme, fortalecendo a ligação entre mãe e filho. O ato de amamentar traz inúmeras vantagens do ponto de vista emocional. É uma interação rica entre a mãe e o bebê e proporciona uma mútua satisfação, suprindo o vazio e a ruptura do pós-parto. “Amamentar é um ato de amor, de carinho, tanto para a mãe quanto para o bebê. Observe como seu filho fica mais tranquilo quando você o amamenta”, comenta Aline.

Proteger o aleitamento materno: uma responsabilidade compartilhada

O objetivo da temática abordada neste ano é destacar os vínculos entre aleitamento materno e a sobrevivência, saúde e bem-estar das mulheres, crianças e nações. O intuito é garantir que a mulher tenha uma gravidez e amamentação saudáveis, pois elas precisam de uma proteção especial pra evitar danos à sua saúde e à dos seus bebês. Precisam de um tempo especial e suficiente pra dar à luz, recuperar-se e amamentar os seus filhos, e ao mesmo tempo, também precisam garantir que os seus postos de trabalho não sejam ameaçados pela gravidez ou pela licença maternidade. “Todas as mães precisam ser auxiliadas, na gestação e após”, conclui Aline.