Tapera
Alunas do Curso Normal, do Instituto Imaculada, acompanham Audiência Pública da Assembleia Legislativa
6 setembro 2021 | Tapera
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As alunas do Curso Normal, professoras e direção do Instituto Imaculada acompanharam a audiência pública “Debater sobre a Política de Formação de Professores”, em Nível Médio, na rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul.  A atividade foi organizada pela Comissão de Segurança e Serviços Públicos, da Assembleia Legislativa – ALRS.

A atividade ouviu vários segmentos da sociedade e instituições: deputada Sofia Cavedon (PT), a proponente, Escola Tiradentes, do município de Nova Prata, vários integrantes do Conselho Estadual de Educação, Cleusa Flech, do setor de Recursos Humanos da Secretaria Estadual de Educação, a presidente do CPERS, professora Helenis Schurer, o Instituto Visconde de Cairu, de Santa Rosa, Instituto Imaculada, de Tapera, Daniel Gomes, da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Luciano dos Santos, professor, a aluna Melissa, do Instituto Estadual de Sapiranga, Escola Reinaldo Coser, de Santa Maria, professor Jeferson Tanger, FACED/UFRGS e professor Antonio Saldanha. A FAMURS e a UNDIME não estavam presentes.

Temores e incertezas a respeito do futuro do Curso Normal na rede estadual gaúcha pautaram a audiência pública realizada na manhã do dia 20 de agosto. Em evidência, as alterações promovidas pelo Novo Referencial Curricular Gaúcho. A falta de informação preocupa a comunidade escolar e entidades, que temem a transformação da modalidade de ensino em um itinerário formativo e que deixam em dúvida a continuidade do Curso.

A presidente do CEE, Márcia Adriana de Carvalho, observou que o momento instável de mudanças trazia preocupações à comunidade escolar e que era preciso dirimi-las. Disse que a última portaria da Secretaria da Educação resguardava o curso normal, assim como os planos de estudo já aprovados pelo Conselho, e que eram esses planos de estudo que oportunizariam a certificação dos estudantes e a concessão do diploma para atuarem na educação infantil e nos cinco primeiros anos do ensino fundamental. “Caso as escolas tenham dúvidas quanto à execução dos planos de estudos e à certificação dos estudantes, elas devem se dirigir à sua mantenedora”, disse.

Sobre os itinerários formativos, explicou que o novo formato do ensino médio apresenta a distribuição da carga horária em duas partes indissociáveis: a formação geral básica, que a lei definiu em no máximo 1.800 horas nos três anos do ensino médio, e a parte flexível, organizada em itinerários formativos. “Porém não podemos esquecer que o curso normal é uma ‘modalidade’. Assim como a formação profissional, [bem como] a educação de jovens adultos e a educação especial, [o Curso Normal] tem suas especificidades. Não deixará de ser chamado de ‘Curso Normal’ e, portanto, não deixará de certificar os professores nesse formato”, explicou, dizendo que não se podia confundi-los com os cursos técnicos voltados à educação, “que tinham outras especificidades”.

Alunos e diretores de escolas deram depoimentos sobre o significado do magistério em nível pessoal e social e expressaram dúvidas e preocupações com a qualidade do curso diante das mudanças.