Biblioteca Pública Municipal: um povo que, na educação, busca melhorar cada vez mais o seu município
26 abril 2021 |
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O Dia Nacional da Biblioteca (09 de abril) e o Dia de Monteiro Lobato, conhecido também como Dia Nacional do Livro Infantil (18 de abril), são datas que o Jornal da Integração busca lembrar com uma matéria especial sobre a Biblioteca Pública Municipal de Tapera

Pela lei municipal, nº 100, de 1º de setembro de 1960, foi criada a Biblioteca Pública Municipal de Tapera. Justificou-se sua criação pelas solicitações de escolas e da própria comunidade, que sentiram a necessidade de um acervo cultural à disposição do povo taperense. Os primeiros livros foram coletados através de campanhas com a população.

A Biblioteca Pública municipal iniciou suas atividades em um prédio de madeira, localizado nos fundos da atual E.E.E. Médio Dionísio Lothário Chassot, junto às bibliotecas do ginásio e 2º grau. Naquele local, funcionavam o ginásio, o I.E.E. Nossa Senhora Imaculada e o Colégio Comercial Taperense.

Somente em 1977 a instituição foi separada das bibliotecas escolares e instalada em novo endereço, na Avenida XV de Novembro, 1152, no antigo prédio da Prefeitura Municipal, no centro da cidade. Em 1972, a Biblioteca Pública foi registrada no Instituto Nacional do Livro. A primeira classificação da biblioteca, em 1987, foi sob a coordenação da bibliotecária Lorena Inês Brenner. Nesse mesmo período, a sala foi ampliada, novas estantes foram adquiridas, e o acervo, enriquecido com obras atuais. A biblioteca conta, atualmente, com aproximadamente 30 mil livros registrados.

A Biblioteca Pública busca, na medida do possível, atender aos pedidos dos usuários. O município conta com um bom público leitor, fruto do trabalho nas famílias, escolas, comunidade, culminando com a Feira Municipal do Livro, realizada anualmente desde 1989 com grande participação de escolas, comunidade, escritores e palestrantes convidados. Com a pandemia, eventos do tipo não puderam mais ocorrer de forma presencial

“Foi uma grande luta da comunidade para que Tapera tivesse a Biblioteca Pública Municipal, pois desde cedo o município já era considerado como cidade cultura, pela educação, escolas e o pessoal de toda região que vinha aqui para estudar. Por isso, foi preciso uma Biblioteca Pública”, destacou a secretária municipal de Educação, Maria Regina Bósio Salvadori.

A demanda que Tapera tem na procura de livros e pessoas leitoras do município é bem significativa. “Temos leitores de todas as faixas etárias, os quais procuram muito a biblioteca. E por isso, o número de empréstimos é grande para uma população como a nossa, do município de Tapera”, complementa ela.

Hoje, além de empréstimo de livros, também são realizadas outras atividades, como projetos que acontecem dentro da biblioteca. Por exemplo, o Café Com Leitura, que antes da pandemia, acontecia mensalmente e contava com a participação de 40 ou 50 pessoas. Já o projeto Troca-Troca é uma oportunidade de as pessoas fazerem rodízio dos livros que têm em casa.

A Secretaria de Educação adquire muitos exemplares durante o ano, com diferentes tipos de leitura e autores, para o público variado que recebe. Outro projeto é a caravana da leitura, que é a Kombi que passa nas empresas, escolas, comunidades do interior, e leva os livros até o leitor que não pode se deslocar até a biblioteca.

A Secretária Maria Regina também frisou sobre a questão da dualidade entre leituras online e livro físico: “Não houve muita baixa em relação à internet. Normalmente, as pessoas não conseguem ficar muito tempo paradas olhando na frente do computador fazendo a leitura, torna-se cansativo e exaustivo. Nada melhor do que você pegar um livro, estar em um lugar agradável e poder ler, porque você ‘entra no livro’, parece que você vive aquela história, aquele momento, que você tem que tornar esse momento agradável”, destaca.

“O acervo da biblioteca é muito grande, pois nós temos muitos tipos de literaturas e livros para todas as idades. Nós temos um público infantil muito grande, que faz a troca de livros semanalmente. Para o público adulto, sempre é necessária a compra de novos livros. Então, a gente está sempre inovando, é um investimento que a gente faz com grande satisfação, porque sabe que um povo leitor é um povo culto, um povo que busca melhorar cada vez mais o seu município. A gente investe com vontade e satisfação na nossa biblioteca”, conclui a secretária.