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COMAJA projeta recuperação da ERS 451, entre Colorado e Não-Me-Toque, e mais duas rodovias da região
28 junho 2021 | Região
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O Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal dos Municípios do Alto Jacui e do Alto da Serra do Botucaraí (Comaja), está pronto para apresentar ao governo do Rio Grande do Sul um pioneiro e audacioso projeto de pavimentação asfáltica que visa recuperar importantes rodovias da região.

Em entrevista para a Rádio e Jornal A Folha, a prefeita de Fortaleza dos Valos e presidente do Comaja, Márcia Rossatto Fredi, falou sobre a pretensão da ação pioneira. Junto com o secretário executivo João Schemmer, empresários e lideranças regionais, o grupo vem trabalhando há alguns meses no planejamento do projeto. Em fevereiro deste ano, o projeto recebeu a sinalização do Executivo Estadual para apresentar a ideia a ser proposta.

O projeto em si contempla a restauração de cerca de 80 quilômetros de asfalto, divididos entre as rodovias ERS-451 entre Não-Me-Toque e Colorado; ERS-510 entre Fortaleza dos Valos e Cruz Alta; e a ERS-506, entre Ibirubá e Santa Bárbara do Sul. Todas as rodovias tiveram sinalização de revitalização mais de uma vez, mas acabaram não se concretizando.

Tendo em vista a força do Comaja, que engloba 31 municípios e mais de 350 mil habitantes, Márcia visualiza com otimismo a oportunidade de trazer mais desenvolvimento estrutural para as rodovias que impulsionam a economia através do escoamento da produção e comercialização. Além de vislumbrar o poder geografico e populacinal.

— Tivemos uma destinação de uma usina de asfalto pelo nosso senador Luis Carlos Heinze (PP), já no ano passado, e nesse ano temos a emenda funcional programática que já está cadastrada junto à Secretaria Geral da Presidência, aguardando o empenho. Temos também o valor de R$ 1,5 milhão destinado pelo deputado Pedro Westphalen (PP), para nos auxiliar na questão de aquisição de alguns equipamentos, como caminhão, um rolo compactador de asfalto, espargidor e uma camioneta para verificar as obras. Inicialmente, esse recurso virá para o meu município, por eu ser presidente e gestora do Consórsio, pois o Comaja ainda não pode receber esses recursos de emendas diretamente. Porém, o intuito é que esses equipamentos sejam utilizados em todas as rodovias da região — disse a prefeita Márcia.

O Comaja também tem a manifestação de interesse de várias empresas que desejam aportar recursos para as obras. Ao todo o custo estimado é de cerca de R$ 60 milhões, valor esse estipulado de acordo com tabela do Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (Daer). Os projetos de engenharia e ambiental das três rodovias ainda precisam passar pela fase de atualização, alguns pontos em sua totalidade, e outros em parcialidade.

A fonte de recursos será captação de ICMS devido pelas empresas parceiras (adjudicação).

O que será proposto ao governo Estadual é que a responsabilidade pelas obras e custeio seja repassado ao Comaja, que ficara a cargo da gerencia e execução das construções, já que terá a Usina de Asfalto, os maquinários que em parte seriam cedidos também pelos municípios, o aporte de recursos dos empresários e os projetos. O Estado apenas ficaria com a questão de fiscalização que seria por parte da autarquia.

O Consórcio espera uma data para apresentar o projeto completo ao governador Eduardo Leite, que já sinalizou acolher a demanda. O intuito é reunir-se presencialmente para mostrar a envergadura do projeto e sua importância.

É prematuro ainda falar sobre prazos de finalização das obras. A intenção é que até meados do final de 2022 as rodovias já estejam em fase avançada de finalização, basta ter a validação do projeto para que tudo comece o quanto antes.

— São três rodovias, é bastante chão, então temos que também ter o pé no chão de dizer que não é no tempo que que queremos, mas sim, no tempo que realmente as coisas vão poder acontecer — finalizou.

*Por Roger Amaral