Conheça a história da Dona Rosa, a cidadã mais idosa do município de Selbach
9 agosto 2021 |
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Dona Rosa Maciel Marques, nasceu em 03/08/1912, é natural de Tunas/RS e mora em Selbach há 40 anos. É viúva há 37 anos, teve 11 filhos, sendo quatro já falecidos, possui 26 netos, 32 bisnetos e três tataranetos.

Dona Rosa possui uma convivência muito boa com a família e a vizinhança. Hoje, ela reside na linha Santa Fé, Selbach, mora sozinha, “eu e Deus”, diz ela.

Apesar da idade, sua saúde é muito boa. Dona Rosa toma apenas dois tipos de remédio: cálcio para os ossos e remédio para a pressão.  Possui um pouco de dificuldades para caminhar, cansando rapidamente, mas nada que a impeça de fazer suas atividades da casa.  “Enquanto eu conseguir caminhar não quero depender de ninguém”, diz dona Rosa.   Aos finais de semana, uma de suas filhas faz faxina na casa, lava roupas, faz almoço e toma um bom chimarrão junto com Dona Rosa.

Sobre sua alimentação, ela diz que gosta de “alimentos que sustentam”.  Adora canjica com leite, carne de porco, mandioca, feijão, batata doce, salame e queijo colonial, entre outros. Ela não dispensa um bom chimarrão e uma Coca-Cola bem gelada.

A vida da Dona Rosa foi marcada pelo trabalho desde muito nova. Sua mãe (falecida há anos) lhe pedia auxilio na lavoura, como arar a terra para plantar trigo, feijão, batata doce, mandioca. “Tanto faz se tinha chuva, sol ou geada, era obrigação cumprir os deveres”, conta dona Rosa.

Para ela, chegar nessa idade e ser homenageada por tantas pessoas queridas é uma alegria. “Tenho que agradecer a Deus por ele ter me concedido tantos anos assim de vida”, ressalta. Ela comenta ainda que sente-se forte e muito bem de saúde, mesmo sendo um pouco esquecida.

Um dos maiores desejos da Dona Rosa é rever sua irmã, e ter notícias dela, após muitos anos.

Receber visitas para “contar causos” a gratifica muito. “Minha casa é simples mas tem bastante amor, alegria e um bom chimarrão”, diz dona Rosa.

Como conselho, ela diz para as pessoas serem mais unidas, que amem-se mais e deem valor para a família. Que as pessoas tenham compaixão, não sejam mais do que ninguém.

Dona Rosa fez questão também de falar que a hora que Deus quiser recolher a ‘nega veia’, ela estará pronta, pois para ela seu legado na terra já foi cumprido. Comenta ainda, que os filhos já estão criados, todos construíram uma família. Ela também cumpriu o papel de mãe e avó cuidando de seu neto Jardel desde cedo.

Dona Rosa ora, jejua para Deus pedindo proteção para sua família, pedindo que livre todos do mau. Sempre pede que Deus dê vida em abundância para cada um que lhe parabenizou pela passagem de seu aniversário. Ela sente-se honrada por poder passar mais um ano de vida junto com a família, com os netos e bisnetos, e segundo ela só faltou os tataranetos que residem em outra cidade, e algumas outras pessoas.

“Espero de coração que as pessoas ainda venham me visitar, conversar, tomar um bom chimarrão”, concluiu dona Rosa.