Especial Colono e Motorista Tapera
Conheça a história do motorista Dionei Schwantes
26 julho 2021 | Especial Colono e Motorista Tapera
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“Sem esforço, não há conquista”.

Dionei Schwantes, 33 anos, é casado e tem uma filha de cinco anos. Desde criança, ele teve instruções de direção. Aos 12 anos, seu pai começou a lhe ensinar a dirigir em viagens de visita a seus avós no interior. Mais tarde, perto dos 18 anos, Dionei começou a aprender a dirigir o caminhão de seu pai.

Aos 13 anos de idade, Dionei já trabalhava como garçom em um restaurante. Aos 15, atuou como ajudante em uma estofaria, onde permaneceu até os 19 anos. Depois disso, trabalhou por dois anos no antigo Curtume Tapera, e por fim, abriu uma estofaria, onde permaneceu até o ano de 2013.

O motorista conta que, graças a essas oportunidades de trabalho, conseguiu comprar, junto com um amigo, um caminhão para puxar safra e trabalhar em sociedade.  Quando Dionei decidiu mudar de profissão, vendeu o veículo e encerrou as atividades na estofaria. Após, iniciou trabalhando como motorista com o caminhão de um primo. Dionei conta que fez algumas viagens para a fronteira para levar gado, e fazia fretes para a Stara e Jan, de Não-Me-Toque.

Em 2014, Dionei começou a trabalhar na Cotrisoja, e neste ano, completa sete anos no emprego. Ele começou operando um truck caçamba, depois foi para um truck de combustível e, hoje, trabalha na função fixa de guiar uma carreta de tanque de inflamáveis. Ele trabalhou com quase todos os caminhões da Cotrisoja por curtos períodos.

Dionei comenta que, no começo, não foi fácil. “Fiz viagem para o porto de Rio Grande, lugar onde eu não conhecia nada. Uma realidade totalmente diferente, onde se tem muitas dificuldades. Meus colegas me ajudaram muito.”

Hoje, no trabalho com a carreta tanque de combustível, ele consegue estar em casa todas as noites, e somente em algumas ocasiões fica viajando por mais tempo. “Pra mim, é muito gratificante poder estar com a família. Fora de casa, as dificuldades são grandes”, comenta.

No dia a dia de Dionei, a tarefa é transportar combustível para os postos Cotrisoja. Ele sai de manhã rumando para Passo Fundo, ou em algumas ocasiões, para Canoas ou Lajeado. Chegando ao terminal de combustível, ele tira as notas e faz o carregamento. Após concluído, Dionei para realizar a distribuição da carga. O motorista comenta sobre os riscos, pois é um material altamente inflamável: “Devemos estar sempre alertas, pois presenciamos, várias vezes ao dia, veículos realizando ultrapassagens em locais proibidos, alta velocidade, manobras arriscadas, entre outros”, explica ele, que conclui com uma afirmação simples, mas repleta de sentido: “para o trabalho ser bom, a gente tem que gostar do que faz”.