Depoimento de assassino de creche revelou informações sensíveis, diz delegado de Chapecó
13 maio 2021 |
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O delegado regional de Chapecó, Ricardo Casagrande, revelou que o sigilo do depoimento é necessário pois o conteúdo possui informações sensíveis e que impactam diretamente nas diligências policiais. Casagrande disse que quando a polícia revelar esse conteúdo, a população em geral irá entender o motivo do sigilo.

Na noite da última segunda-feira (10) a Polícia Civil de Santa Catarina interrogou o autor da chacina na creche Aquarela em Saudades-SC. Fabiano Kipper Mai foi ouvindo por pouco mais de uma hora, ainda dentro do Hospital Regional do Oeste, em Chapecó-SC, onde estava internado desde o dia do crime. Na manhã de ontem (12), o assassino recebeu alta hospitalar e foi encaminhado ao presídio. Ele está em isolamento, devido aos protocolos da pandemia.

Conforme o delegado regional da Polícia Civil de Chapecó-SC, Ricardo Casagrande, em entrevista na Uirapuru, o jovem foi interrogado ainda no hospital, pois o inquérito do crime já está praticamente concluído e deve ser encerrado nesta quinta-feira.

De acordo com o delegado, ainda não é possível revelar o conteúdo do interrogatório do jovem, pois alguns detalhes do inquérito ainda não estão finalizados e restam algumas diligências para finalizar o inquérito. Casagrande explicou que o depoimento de Kipper Mai pode acabar influenciando no depoimento de outras testemunhas. Em relação a autoria do crime, os indícios já estavam todos presentes no momento em que ele foi autuado em flagrante.

O trabalho da polícia busca agora montar uma linha do tempo, mostrando desde quando iniciou o plano do ataque a creche, de que forma ele planejou e o perfil do assassino. O delegado revelou que o sigilo do depoimento é necessário pois o conteúdo possui informações sensíveis e que impactam diretamente nas diligências policiais. Casagrande disse que quando a polícia revelar esse conteúdo, a população em geral irá entender o motivo do sigilo.

A Polícia Civil planeja uma entrevista coletiva na sexta-feira (14) para detalhar o inquérito e repassar todas as informações sobre o crime.

Sobre o depoimento na segunda-feira, o delegado revelou que Fabiano recusou formalmente a presença de um advogado, mas falou de forma espontânea. Além disso, forma mais de 20 depoimentos de testemunhas tomados ao longo da semana.

Rádio Uirapuru