Selbach Tapera
Dia Mundial do Doador de Sangue é lembrado pelo grupo de doadores da Cotrisoja
22 junho 2021 | Selbach Tapera
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Desde 2013, o grupo de doadores de sangue da unidade de Tapera da Cotrisoja atua ativamente na conscientização sobre a importância da doação de sangue e na promoção de campanhas.  O grupo é composto por colaboradores e associados da cooperativa, e também, por pessoas da comunidade.

Para doar sangue, os doadores precisam estar em boas condições de saúde, pesar mais de 50 kg, ter entre 16 e 69 anos de idade, menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis e documentos específicos para realizar o procedimento. Também é necessário que a primeira doação de sangue tenha sido realizada até, no máximo, 60 anos de idade.

A informação da necessidade de doações chega até a Cotrisoja por meio de algum familiar ou amigo da pessoa receptora, e também, através das demandas dos hemocentros. Quando uma solicitação de doação é feita, a Cotrisoja notifica os doadores cadastrados no grupo de doadores de sangue da cooperativa e é realizado um trabalho de comunicação e marketing sobre a ação. Além disso, as doações feitas pelo grupo são gerenciadas, sendo controlado o intervalo entre as doações.

“Quando se fala em doação, estamos falando em ajudar o próximo, em fazer o bem sem olhar a quem, e também, em entregar e ceder aquilo que será, exatamente, tudo para o outro. Este também é um dos propósitos do cooperativismo, um sistema que está sempre disposto e aberto para colaborar com a sociedade”, destaca a coordenadora de recursos humanos, Lizandra Foletto, uma das integrantes do grupo de doadores.

A pandemia levou à queda no número de doações de sangue em todo o país. Apesar de ser um procedimento seguro, na pandemia, todos os hemocentros adotaram um fluxo específico para minimizar riscos. Pensando sempre no cuidado com todos os colaboradores pertencentes ao grupo, a Cotrisoja realiza o agendamento das doações de sangue e orienta o seguimento das medidas de prevenção recomendadas pelo Ministério da Saúde.

Para os integrantes do grupo de doadores, “esse momento que estamos vivenciando é desafiador para manter os estoques de sangue necessários para demanda transfusional. Vários hemocentros do nosso estado estão com os estoques em situação crítica, e também, há procura [por parte] de pessoas da nossa comunidade que estão precisando repor a banca de sangue e, até mesmo, precisando de um fator RH específico”.

Lizandra comenta sobre o sentido da ação, considerada por ela como muito importante: “A cooperativa reconhece e estimula a doação voluntária de sangue. É gratificante ver a união do grupo, a participação de vários colegas, associados e comunidade, de forma geral, em prol do bem comum, de salvar vidas. Se você quer ser um doador de sangue, entre em contato com a Cotrisoja pelo telefone (54) 3385-3000”.

 

Gratidão é expressada em depoimento de quem já recebeu doação de sangue

FOTO 2: Rosani Beatriz Cossul Corneli, selbachense, professora, 39 anos

“Engravidei em maio de 2016 e, com pouco mais de seis meses de gestação, comecei a passar mal, com muita febre. Internei no hospital em Passo Fundo, no São Vicente de Paulo, e passei a fazer muito exames, pois não tinha diagnóstico de doença. Mas, depois de dois dias, minhas plaquetas passaram, em poucas horas, de 230 mil para 10 mil e meu quadro se agravou, tendo de realizar cesariana de emergência. Nessa hora, olhei para meu marido e disse: “Não sei o que eu tenho, mas eu não vou morrer.

Após o nascimento da Lavínia eu permaneci no CTI por 13 dias, e desses, 10 sedada, em que recebi mais de 10 litros (bolsas) de sangue. Só depois, soube do diagnóstico: Síndrome de Hellp,

Sepse, Sara e Insuficiência Renal Aguda. A Síndrome de Hellp é uma complicação obstétrica rara, pouco conhecida, que pode ocorrer durante a gravidez ou no pós-parto, podendo causar a morte da mãe. Para a minha recuperação e da minha filha, Lavínia, foi fundamental todo o sangue que recebemos. Me emocionei quando soube que muitas pessoas se mobilizaram e doaram sangue para nós. A Cotrisoja de Tapera e a Prefeitura Municipal de Selbach proporcionaram viagens para que os voluntários pudessem realizar as doações.

Doe sangue – um gesto de amor -, para que mais pessoas possam ter a chance de viver, de superação”.