Saúde
Dia Nacional do Combate ao Alcoolismo: Data é lembrada pelo Grupo de Apoio Amor Exigente de Tapera
22 fevereiro 2021 | Saúde
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O grupo de Apoio Amor Exigente, de Tapera, tem por objetivo mostrar como corrigir o que não está bem no lar e na família. O grupo ajuda não apenas jovens quimicamente dependentes, mas serve para jovens, adultos, casal de pais com problemas, atuando assim na prevenção e recuperação.

O grupo trabalha com os 12 princípios, sendo um a cada mês. O lema do amor-exigente é: Eu o amo, mas não aceito o que você está fazendo de errado!

Os encontros acontecem todas as quartas-feiras, às 20h, no CRAS, ao lado do Centro de Convivência do Idoso, atendendo a todos os cuidados de prevenção ao Covid-19. As reuniões acontecem para manter a recuperação e buscar mudança no próprio comportamento, vivendo assim cada vez melhor. No grupo de Apoio são 10 adictos, ou seja, pessoas que tiveram suas vidas controladas pelo álcool e outras drogas. Sendo assim, são em média 30 pessoas, entre adictos e seus familiares, buscando a dádiva da recuperação.

18/02: Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo

Sobre esse assunto, o Jornal da Integração conversou com a Presidente do Grupo de Apoio Amor Exigente de Tapera, Graziela Nava da Silva, de Espumoso.

Segundo Graziela, “o alcoolista tem a sua vida controlada pela escravidão que essa doença causa, usando cada vez doses maiores, sem sucesso em tentar controlar a situação”.

O álcool prejudica todos os órgãos, mas especialmente ao fígado, muitos problemas de saúde estão relacionadas a dependência. “O dependente químico faz qualquer coisa para manter o uso, então perde o emprego, a família tem medo pois pode se tornar agressivo por conta da abstinência”.

A recuperação é uma batalha diária, principalmente para o alcoolista que tem sua droga de preferência com venda livre em mercados e restaurantes, está diretamente ligada a cultura do lazer e socialiabilidade.

Em relação ao grupo de Apoio Amor Exigente, “não existe recuperação sem estarmos juntos, por que sozinho eu não consigo”.

Frequentadores de diversos grupos de Apoio conseguem manter sua total abstinência, “mantendo seu bem mais precioso, que é a sua sobriedade, sem ela não tem família, não tem amigos e não tem vida”.

O alcoolismo é caracterizado pela vontade incontrolável de ingerir a bebida, falta de controle ao parar a ingestão, tolerância ao álcool usando doses cada vez maiores para sentir o efeito. Há também a dependência física, que se manifesta com sintomas físicos e psíquicos nas situações de abstinência.

Geralmente o dependente químico não se vê como um doente e que precisa de ajuda. A negação é o primeiro passo a ser superado e assim buscar a aceitação para reconhecer a doença e buscar ajuda.

“A negação é uma característica da adicção, e em muitos casos se a família não agir pode perder seu ente querido. A pessoa não tem controle sobre a doença, ninguém imagina que na primeira dose pode desenvolver uma doença que pode levar a morte. A partir daí, não será responsável pelo desenvolvimento da doença, ninguém escolhe ficar doente, mas será responsável pela sua recuperação”.

Não há diferença entre alcoólatras, a doença é a mesma ativada na primeira dose, tendo assim que manter a sobriedade para poder viver uma vida nova.

A melhor maneira de ajudar um dependente químico, é buscando ajuda em grupos de Apoio, ou em tratamentos em comunidades terapêuticas, as quais ensinam uma nova maneira de viver.

“Estou no amor exigente porque fui buscar ajuda ao meu familiar que estava passando por um processo de tratamento na comunidade Terapêutica feminina em Cruz Alta- Cotefem. Hoje continuo aqui para passar a mensagem e devolver com gratidão o que me foi dado pelos familiares que também passam pela dor da dependência química.  A recuperação é uma dádiva, é uma benção que nos faz pessoas melhores.  A família por sua vez precisa fazer parte desse processo, pois o problema é familiar, a busca por mudanças deve ser constante. A recuperação é uma nova maneira de viver, livre de álcool ou outras substâncias, é poder viver livre novamente, sem as amarras da escravidão que a droga proporciona. Continuo com enorme gratidão ao Grupo de Apoio, Amor Exigente: Resgatando Vidas, de Tapera”, finalizou Graziela.