Especial Outubro Rosa: trescantense relata sua luta contra o câncer de mama
22 outubro 2021 |
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Por: Tauana P. da Costa/Jornalista do Jornal da Integração-Tapera/RS

 

Susana Inês Simon Winter, 50 anos, é casada com Davi Winter e tem duas filhas, Lidiana e Maiza. Suzana é natural de Não-Me-Toque, e atualmente, mora em Linha Glória, no interior de Lagoa dos Três Cantos. Trabalha na escola dessa mesma localidade e é acadêmica de Serviço Social.

Em 12 de outubro de 2018, em um auto exame das mamas, ela percebeu que estava com dois nódulos na mama direita. “Me preocupei e fui imediatamente procurar o posto de saúde, onde fiz mamografia e ultrassom. Para um diagnóstico mais preciso, fiz a biópsia, que confirmou que eu estava com carcinoma infiltrante de grau nuclear 2: eu estava com câncer”, conta a funcionária pública.

Segundo ela, aquele dia foi muito difícil. “Chorei muito, mas não me desesperei, não podia fugir do problema, tinha que encarar aquela situação. Eu me perguntava: por que eu? Sendo que, na minha família, não existia nenhum caso de qualquer tipo de câncer – graças a Deus”, conta ela.

Assim, começou uma luta diária, com exames, para estar tudo pronto para sua primeira consulta com o médico Luciano, no dia 10 de dezembro.

Naquele mesmo dia, Susana iniciou a quimioterapia, cujo total seria de oito sessões. “Para mim, foi muito difícil sentar naquela cadeira e começar o tratamento. Parecia que tudo aquilo não estava acontecendo. Quando olhei ao meu redor, aquelas cadeiras estavam todas ocupadas, todos com o mesmo problema que eu. Naquele momento, eu pedi a Deus que me desse forças para suportar tudo aquilo, e que eu pudesse me curar e ficar bem novamente”, relata.

Em maio, ela fez a cirurgia de retirada da mama direita, “algo que mexe muito com a autoestima da mulher”, diz. Suas consultas acontecem a cada seis meses, juntamente com o uso de tamoxifeno para controle do câncer.

A trescantense conta que sempre teve o apoio de seu marido, que não lhe deixou sozinha em momento algum, acompanhando-a nas quimioterapias e consultas. Susana também é grata às suas filhas, irmãos e amigas, por todo o apoio, auxílio e coragem para enfrentar toda a situação. “Não foi fácil, mas tudo passou, fiz a reconstrução da mama em fevereiro deste ano”, completa.

Susana relata que o câncer veio para mostrar que “não podemos só nos preocuparmos em trabalhar e cuidar dos outros, e esquecer de nós mesmos. Depois disso, comecei a gostar mais de mim, sair, fazer as coisas de que gosto. Às vezes, na vida, acontecem coisas que servem para nos mostrar algo maior, ou que não estamos dando valor à vida que temos e às pessoas que estão ao nosso lado”, frisa.

“Quero dizer, a todas as mulheres que estão passando por esse mesmo problema, que se cuidem e procurem ajuda. O diagnóstico precoce é muito importante porque nos dá mais chances de cura. Não tenham medo e nunca percam a esperança e a fé em Deus e na família e nos amigos, porque sem eles, não somos ninguém. Sou imensamente grata a Deus e a todos que me apoiaram e continuam me apoiando. Nem eu sabia que tinha tantas pessoas torcendo por mim. Agradeço todos os dias pelas pessoas maravilhosas que Deus colocou no meu caminho. A luta continua, mas tenho certeza de que, no final, irá dar tudo certo e ficará tudo bem novamente”, conclui Susana.