Espetáculo O Mágico de Oz será apresentado em outubro
24 setembro 2021 |
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Por: Tauana P. da Costa- Jornalista do Jornal da Integração

 

O Grupo Loucos por Teatro surgiu a partir das oficinas de teatro oferecidas pela Administração Municipal de Tapera. Logo surgiram as primeiras montagens, e o interesse dos participantes só aumentava. Em 2015, foi montado “Pluft, o Fantasminha”, de Maria Clara Machado. Em seguida, “Os Saltimbancos”, de Chico Buarque, “Alice”, inspirado no clássico “Alice no País das Maravilhas”, e textos escritos pela professora diretora de teatro Patrícia Horbach, como “Essa Caçada é Uma Piada”, “De Quem É Esse Lixo?”, e também, os espetáculos preparados pelo grupo para a Toca do Coelho.

O grupo é formado por adolescentes e jovens, e com o passar dos anos, vai se transformando, embora alguns integrantes participem desde o início. O grupo já ganhou títulos em festivais de teatro da região, sempre surpreendendo pela criatividade e interpretação dos seus atores.

O grupo faz parte do projeto de teatro da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Lazer, que garante o apoio nas montagens.

O Loucos por Teatro está preparando “O Mágico de Oz”, prometendo para a comunidade taperense um espetáculo cheio de surpresas, já que é uma história que mexe com o imaginário de crianças e adultos, trazendo temas importantes e atuais como a valorização da família, da autoestima e a importância de assumir o seu papel nesse mundo, trazendo para a cena questionamentos inerentes ao seres humanos.

O espetáculo será apresentado durante a feira do livro em outubro. Contatos para informações através do fone (54) 3385-3302.

Dia Nacional do Teatro

O Dia Nacional do Teatro é comemorado em 19 de setembro. Esta data é destinada a homenagear uma das manifestações artísticas mais antigas da humanidade, em especial, os artistas brasileiros desta área. Pensando em marcar a data, o Jornal da Integração conversou com integrantes do Grupo Municipal de Teatro de Tapera, os quais deixaram depoimentos sobre a importância do teatro e sobre como é participar do grupo Loucos por Teatro.

 

Ritchiely Ávila da Rosa, 19 anos

“Se fosse preciso definir em uma palavra como me sinto como integrante do grupo Loucos por Teatro, seria “liberdade”. Liberdade em ser, liberdade em criar. Basta pisar no palco para todas as preocupações sumirem e darem lugar à sensação leve de fazer parte de algo tão importante e lindo. A minha trajetória no teatro começou após assistir à esquete do grupo adulto em um evento de 2018. Por curiosidade, me informei sobre os dias de ensaio e logo estava participando ativamente de tudo o que conseguia. Sou muito grata a todos, pois me senti acolhida ao ponto de parecer que sempre estive ali. Alguns meses depois, uma porta para um mundo divertido e cheio de possibilidades se abriu para mim: a professora Patrícia precisava de alguém para interpretar o Coelho Pascoalino em sete apresentações na Toca do Coelho, e mesmo fazendo tão pouco tempo que estava com o grupo e sentindo um enorme receio de não atender às expectativas, aceitei a proposta. Foi uma experiência incrível! Ter todas aquelas crianças interagindo e se divertindo por algo que eu fazia junto aos meus colegas foi muito emocionante, e com certeza, faria novamente. Mais apresentações vieram e várias lembranças boas foram construídas. Em mim, há uma parte de cada personagem, uma parte de cada espetáculo, e sei que o mesmo ocorre com cada integrante”.

“Com uma aconchegante nostalgia presente em mim, relembrar todas as experiências que tive junto a ambos os grupos me causa um misto de sentimentos bons. Posso afirmar com toda a certeza que eles são como uma família para mim. O grupo Loucos por Teatro é composto de pessoas distintas que foram unidas por uma paixão em comum, se é preciso analisar o porquê de levarmos esse nome com tanto orgulho. Somos ‘loucos’ sim, pois temos a coragem de, a cada peça, assumir um compromisso com nossa família artística, com os personagens que precisam de nós para vir à vida e, principalmente, com o nosso público, as pessoas que merecem desfrutar de sensações de euforia, calma, emoção e, às vezes, um certo confronto também. A arte está em todos os lugares e precisa ser vivida, de todas as formas possíveis! Não temos medo de parecermos loucos, nossas personalidades podem até ter leves traços de uma certa loucura, mas isso é porque nosso amor pela arte transcende, vai muito além do que a maioria pode julgar como aceitável”.

“Muitas vezes, as melhores coisas de nossas vidas acontecem por acaso. Para mim, esse grupo foi uma delas. Mesmo que o dia tenha sido esgotante, apenas estar com essas pessoas maravilhosas no nosso espaço já melhora tudo. Apesar de que os últimos tempos tenham sido difíceis para mantermos as atividades como costumávamos, da maneira que pudemos, continuamos a lutar pela nossa arte, pelo nosso espaço. E vamos continuar! Vamos seguir levando alegria àqueles que nos assistem. Vamos continuar a sentir a liberdade que é estar em palco. Ainda temos muito a mostrar. E mesmo que os tempos mudem, o amor pela arte permanece”.

Ezequiel Oliveira, 23 anos

“Há quase onze anos, eu faço parte do mundo fantástico que o teatro proporciona. Foram vários personagens e várias aventuras que tive o prazer de viver! Aos poucos, o que em princípio era uma brincadeira, mais um lugar onde eu ia para me divertir, foi se tornando um paixão, e hoje, eu sou um apaixonado pelo teatro e por tudo que ele proporciona”.

“Fiz parte de muitos elencos, e o que acontece com cada integrante quando entra e quando topa o desafio de estar ali, é fantástico! Pessoas tímidas se libertando, ultrapassando seus limites pra fazer do seu personagem algo que seja fantástico não só pra si, mas também para o público que o assiste. Viver seu personagem não tem volta! Cada vez você quer mais, cada vez você se envolve mais!  Para que esse personagem tenha cada vez mais características únicas, para que sua atuação tenha uma característica única. Enfim, viver teatro é bom pra quem assiste, mas é espetacular pra quem atua.”

 

Débora Oliveira, 20 anos

“Participo do Projeto de Teatro desde que ele ainda não tinha um nome específico, e hoje faço parte não somente de um projeto de teatro: faço parte do Grupo Loucos por Teatro, e perceber como o grupo cresceu, quantas pessoas já passaram por ele, é gratificante. O teatro tem a sua importância, e eu, como uma das primeiras integrantes do Grupo, percebo nitidamente a diferença de uma pessoa que participa das aulas de teatro e de quem não participa. O teatro muda as pessoas”.

“A cada personagem que encenamos, temos que ter uma preparação para se encaixar nesse personagem e fazer ele viver. Os atores vivem o personagem! Eu só tenho a agradecer por ter a oportunidade de fazer parte deste grupo. Os atores se envolvem, se divertem – damos risadas, choramos, é um misto de emoções a cada encontro. Amo o Loucos por Teatro, e tenho certeza de que O Mágico de Oz vai ser mais uma peça de sucesso”.

 

João Vítor Fuchs, 18 anos

“Minha trajetória no teatro começou em 2019 na peça de Páscoa, fui convidado por uma amiga e desde então nunca mais quis sair desse grupo incrível. Cada ensaio me traz ainda mais energia para a apresentação, não importa o quão cansativo seja, o grupo inteiro se diverte, nunca vou esquecer do Alice No País das Maravilhas, cada apresentação criou uma história divertida entre nós”.

“Durante a pandemia, foi difícil ficar sem o ensaio semanal, ou estudar alguma peça nova. Para tentar matar as saudades estudei alguns textos e explorei ainda mais o lado humorístico, gosto de fazer as pessoas rirem, algo não tão fácil quanto parece. Agora que finalmente, retomamos O Mágico de Oz, a emoção de estar vivendo um personagem novo está cada vez maior, principalmente em fazer o Espantalho, tive que treinar o sotaque e o andar desengonçado, ainda bem que tenho a professora Patrícia para ajudar nesses desafios”.