Tapera
“Fazer o bem faz bem”: Professora aposentada fala sobre sua trajetória e como ajuda as pessoas através do artesanato
16 julho 2021 | Tapera
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Maria Alexandrina Seibel, professora aposentada, nasceu em Soledade e reside em Tapera desde 1990. Conforme Maria Alexandrina, a acolhida na cidade foi muito boa, em especial pela comunidade escolar da Oito de Maio. A família da professora, firmou e cresceu em Tapera.

Depois que Maria Alexandrina aposentou-se como professora, sentiu a necessidade de ocupar seu tempo e não somente virar dona de casa. Então, ela resolveu aprender coisas novas, e que lhe fizessem feliz e transmitisse paz. E essa “terapia”, foi encontrada no artesanato.

Maria Alexandrina já sabia crochê e tricô, participava de um grupo de bordado, o qual ainda funciona, porém estão afastadas devido a pandemia. Ela fez algumas aulas de pintura, onde aprendeu o suficiente para fazer artesanato em madeira e fez aula de costura com a professora e amiga Ana Cassol.

A costura era um sonho da mãe de Maria Alexandrina, mas, quando adolescente, não surgiu o interesse em aprender. Quando adulta, sentiu o interesse, pois segundo a professora, “é uma necessidade, eu precisava ao menos aprender a costurar uma barra de calça”, comenta.

Atualmente, M. Alexandrina pinta, borda, costura para amigos e família. O bordado em patch aplique é o que mais ela recebe encomendas.

Com a pandemia, a professora continuou fazendo de tudo um pouco. E assim, veio a necessidade de usar máscaras, então, ela resolveu confeccionar, primeiro para sua família e depois para os amigos.

Com o tempo, M. Alexandrina percebeu que nem todas as pessoas tinham condições de ter uma máscara, e assim, surgiu a vontade de doar.

As primeiras máscaras foram feitas com retalhos e tecidos, depois, as pessoas foram engajando-se e M. Alexandrina começou a receber doações de tecidos usados, como lençóis e fronhas. E assim, ela confeccionou muitas máscaras.

Pensando em ajudar quem precisa, ela colocou um cartaz no portão em frente à sua casa e colocou as máscaras penduradas no portão dentro de saquinhos, e muitas pessoas pediram para serem confeccionadas máscaras também para as crianças. E este ato solidário continua.

A professora comenta que muitas pessoas dizem que a pandemia veio para as pessoas melhorarem suas atitudes, sua vida, seu jeito, mas ela pensa diferente em relação a isso. “A pandemia está aí, as pessoas estão aí do jeito que são: boas ou ruins. A pandemia não vai mudar isso. O que acontece é que temos uma facilidade incrível de valorizar o que é ruim em detrimento do que é bom”, frisa.

A confecção e doação das máscaras, conforme M. Alexandrina, é um ato simples e que lhe faz bem. “Fazer o bem me faz bem. Mas isso é também para as pessoas verem, sentirem que o bem, a empatia, o sentido de coletividade é simples e fácil”, comenta.