Grupo Cão Viver Selbach: Contribuindo com a causa animal
21 junho 2021 |
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O Grupo Cão Viver, de Selbach, surgiu através da iniciativa de um grupo de professores que tinham em comum o amor pela causa animal. E a ideia saiu do papel quando as voluntárias criaram o primeiro grupo no Whatsapp, onde foram adicionando mulheres, principalmente, que tinham afinidade pela causa animal e que se solidarizavam.

O movimento foi crescendo e as voluntárias perceberam a necessidade da formação de uma comissão organizadora, que hoje conta com nove membros ativos. O objetivo principal do grupo é castrar fêmeas errantes, pra que seja possível diminuir a quantidade de animais abandonados na cidade. Conforme o grupo Cão Viver, a castração de fêmeas é a maneira mais eficiente para isso, visto que uma pode gerar até trinta, quarenta filhotes em um ano, dependendo do porte.

Várias integrantes do grupo também monitoram e alimentam alguns animais próximos das suas residências e o grupo tem um projeto, cujo o objetivo é de conseguir deixar comedouros e bebedouros na frente das residências das protetoras, onde cada uma será responsável por trocar a água e alimentar os animais de rua. “O objetivo principal é evitar através dessa ação, que os animais espalhem lixo pela cidade, porque a gente sabe que esses animais de rua têm fome, eles acabam indo procurar alimento no lixo”, explicam as voluntárias.  O projeto está na prefeitura de Selbach e o grupo está aguardando a aprovação do mesmo.

O Cão Viver não possui abrigo e também não tem intensão de criar um. Pois hoje em dia, as ações se concentram justamente na castração das fêmeas e amparo desses animais que estão na rua. Então, a maior dificuldade do grupo hoje é o fato de não terem pessoas cadastradas ativamente como lares temporários, para receber esses animais após uma castração ou após algum ferimento.

“Se a gente tivesse uma rede de lares temporários, o grupo teria muito mais força, porque hoje em dia o nosso maior impacto quando a gente se depara com uma situação em que precisa de cuidado e atendimento veterinário, é o valor da diária, quando o animal já poderia estar em casa sobre o monitoramento”, explica o grupo.

O Cão Viver se mantém, até o momento, exclusivamente através de doações de pessoas da cidade e até mesmo de fora, já foi criada uma vakinha online, onde o grupo já retirou o dinheiro. Vai ser divulgado mais uma vakinha, e fora essas doações, o grupo também distribuiu latinhas com troco solidário, onde as empresas se solidarizaram e ofereceram espaço para colocar essas latas. É através dessas doações que o grupo consegue promover as ações. O grupo ressalta que também recebe bastante doação de rações.

A princípio já está aprovado o valor de mil e duzentos reais, que vai ser destinado exclusivamente para castrações de fêmeas errantes. Esse valor recebido, foi um pedido da comissão do grupo, onde aconteceram algumas reuniões com o prefeito, solicitando o apoio e essa ajuda, considerando que animal abandonado, nas ruas, é uma questão de saúde pública.  Acidentes, zoonoses, enfim, são vários problemas que as protetoras conseguem reduzir, fazendo o controle de natalidade. A quantidade de fêmeas que o grupo vai conseguir castrar com esse valor, após aprovado, vai variar de acordo com a situação e com o porte da fêmea, “porque às vezes se precisar de muitas diárias a gente sabe que vai comprometer bastante a nossa renda”.

O grupo destaca que está feliz com o resultado das ações. Mais de trinta animais, hoje tem um lar, graças às ações do grupo. Teve o fato em uma família em que os cães estavam em extrema vulnerabilidade e o grupo conseguiu retirar onze animais de lá e todos eles receberam um lar com muito amor. Então, fora isso, foram realizadas aproximadamente seis castrações de fêmeas e um macho, e esse macho era de raça, então, quando o grupo está lidando com uma situação de cão de raça, vai priorizar a castração independentemente de ser macho ou fêmea, assim é evitado o comércio desses animais.

No momento, o grupo está numa situação bem delicada. “Estamos com duas mamães, com bebês, uma está numa clínica, ela passou por cesariana e a gente não tem onde colocar ela, então, por isso, ela está tendo custo todos os dias de uma diária de trinta reais, a gente só vai conseguir tirar ela da clínica quando puder doar esses filhotes e a outra mãezinha foi resgatada também, com os bebês e está em lar temporário”, ressaltam as voluntárias.

Vale ressaltar que o grupo Cão Viver não é uma ONG, e sim, um grupo de protetoras independentes, cujo objetivo é auxiliar no bem estar animal. O trabalho é 100% voluntário. O Cão Viver conta com a ajuda de todos para continuar com as ações.

Quem quiser colaborar com o grupo, entrar em contato através do fone/whats: 54 9237-7799.

Página no Facebook: Cão Viver Selbach

Instagram: @caoviverselbach