Especial Colono e Motorista Tapera
Motorista: Paixão que vem de berço
26 julho 2021 | Especial Colono e Motorista Tapera
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Fernando Gabriel, de 47 anos, é natural de Tapera (RS), onde reside atualmente, e é casado com Léia Gabriel há 27 anos. Tem três filhos: Kelly, Cristian e Fernando Gabriel Júnior, e é avô de Rafaela Maurer Gabriel e Antonella Gabriel Szczur.

Sua caminhada de 15 anos como motorista, conforme ele mesmo conta, nem sempre foi fácil – houve dias alegres, tristes e difíceis, mas nunca desistiu: “Na maior parte, tive que ficar ausente de casa, dos filhos, [da] esposa e da família. Na estrada, longe da família, sempre há dificuldades, você sempre tem que estar atento, cuidar de si e um pouco dos outros”.

Em sua infância, seu pai, Ary Antônio Gabriel, era motorista de carreta. Na maior parte do tempo, passava viajando com ele e sua mãe, Carmeleda Gabriel. Por essa vivência, diz que sua inspiração veio de berço, e cresceu pensando em seguir o mesmo caminho do pai. “Achava que tudo era muito fácil e cheio de aventuras, mas, na verdade, hoje entendo que não é bem assim”, ressalta ele.

Logo depois de obter sua carteira de habilitação, Fernando começou a trabalhar na antiga loja Retok como entregador de materiais de construção. Em seguida, passou a trabalhar na empresa “Fepol Pré-Moldados” como motorista e operador de muque, em que chegava a ficar até vinte dias fora de casa em acampamentos, dentro de furgões. “Nada comparado como nossa casa, nossa cama”, comenta ele.

Com o tempo, Fernando passou a trabalhar com coleta de laticínios na empresa Transilca Transportadora, de Tapera. De acordo com ele, “também não era fácil, pois passava a madrugada trabalhando, tinha dias chuvosos, frios, enfim… [Em] todo lugar há dificuldades, mas com força de vontade e determinação, a gente nunca desiste de nossos sonhos”.

Durante a trajetória no caminhão de leite, ele fez a carteira de motorista na categoria “E”, que habilita à direção de carreta. Foi quando surgiu a oportunidade de um emprego na empresa Stara, da cidade de Não Me Toque. A partir daí, foram-se três anos só na estrada, no transporte de máquinas agrícolas, no qual Fernando conheceu várias estradas do Brasil. “Às vezes, ficava até um mês fora de casa, e a saudade da família era grande”. Então, foi aí que surgiu uma oportunidade na empresa Signor Concretos para o transporte de Pré–Moldados, sendo mais perto de casa. Foram dois anos trabalhando na função.

Com o tempo, ele mudou de emprego, passando a atuar na empresa Cotrisoja, onde operou por mais de três anos no transporte de grãos, e hoje, trabalha novamente na empresa Signor Concretos. O motorista conta que sua rotina é chegar à empresa, fazer os carregamentos, seguir para as obras e, depois, retornar à empresa para novos carregamentos.

A realidade nas estradas nem sempre é fácil, pois há muitas dificuldades, como asfaltos ruins e repletos de buracos, movimento intenso de caminhões e carros e, às vezes, acidentes, os quais tornam os dias mais difíceis. O que mais gratifica Fernando é saber que está transportando para o crescimento de sua empresa e ganhando cada vez mais experiência como caminhoneiro nas estradas, que são sua segunda casa.

“Aos meus colegas de profissão, quando olharmos para trás e vermos os bons resultados do nosso trabalho e atitudes, saberemos que, logo à frente, nos espera um futuro ainda melhor”, concluiu o caminhoneiro.