Mulher Rural: representatividade no campo cada vez mais forte
19 outubro 2021 |
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Por: Tauana P. da Costa-Jornalista do Jornal da Integração-Tapera/RS

 

Instituído pela ONU em 1995, no dia 15 de outubro se comemora o Dia Internacional da Mulher Rural. A data foi criada para elevar a consciência mundial sobre o papel da mulher do campo. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), as mulheres constituem 40% da mão de obra agrícola nos países em desenvolvimento.

Atualmente, as mulheres têm cada vez mais conquistado seus espaços de direito, principalmente no campo, que antes eram apenas consideradas ajudantes, hoje são protagonistas no cultivo e fundamentais para prover a agricultura familiar.

A representatividade feminina no campo está cada vez mais forte e reconhecida, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido para atingir a igualdade entre homens e mulheres no campo. Por isso, é importante estar ciente sobre o cenário rural nas questões de gênero e igualdade, e empenhar-se cada vez mais em ações transformadoras para alcançar esse objetivo.

Nádia Janice L. Ebert, reside em Arroio Angico, Tapera.

Há 14 anos atrás, quando Nádia veio morar nesta propriedade, segundo ela, a renda era do leite e lavoura de grãos. Com o passar do tempo, as dificuldades com a lavoura de grãos foi aumentando, “fazendo nós continuar somente com a lida do leite”, comenta Nádia.

Mas, devido a alta dos preços dos grãos, ração e insumos, o custo da produção e o preço do litro de leite diminuiu, “fazendo nós desistir mais uma vez e partirmos para a fábrica de queijos”, complementa a agricultora.

Segundo ela, esse incentivo veio da EMATER, apoio do Sicredi, e Prefeitura Municipal de Tapera. E hoje, há toda a produção de leite destinada para queijos.

Em 2019, foi construído um prédio para a fabricação de queijos, “fiz todos os cursos necessários”, diz Nádia.

Atualmente, a agricultora trabalha focada na queijaria. E no dia-a-dia de trabalho, é produzir, vender os produtos da propriedade, “produzidos com muita dedicação e capricho”, frisa ela.

“O futuro que queremos, somos nós que fazemos. Não sou feminista, apenas acredito na força da mulher, na sua competência, sem revanchismos contra uma sociedade machista. Basta ser competente que o resultado aparece”, concluiu a agricultora.