Tapera
Novas médicas em Tapera
26 julho 2021 | Tapera
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A administração municipal contratou duas médicas para atuarem na Estratégia de Saúde da Família (ESF) de Tapera. Renata Câmera Amaral, natural de Ibirubá e formada pela UFFS/Passo Fundo, está atendendo na ESF Jacob Bonato da Vila Paz, em carga horária de 40 horas semanais. Já na ESF Bernardo João Mattei, da Zona Sul, foi contratada Marília Sonda, natural de Espumoso, também formada pela UFFS/Passo Fundo e que atuará com a mesma carga horária.

Renata Câmera Amaral

Natural de Ibirubá, a médica Renata sempre estudou em escola pública. Aos 16 anos, foi para Santa Maria, pois segundo ela, “já estava atrás do meu sonho de ser médica”.

Quando Renata terminou o ensino médio, começou o cursinho pré-vestibular, também em Santa Maria. Sua graduação foi feita em Passo Fundo, na Universidade Federal da Fronteira Sul, e concluída neste ano.

Atualmente, ela trabalha na ESF Jacob Bonato e realiza plantões de emergência. Para a profissional, o que mais marca na sua trajetória é a persistência para conseguir alcançar seus objetivos e realizar seu sonho.

“Desde muito pequena, eu sempre soube que queria ser médica, e eu sabia que isso não seria nada fácil”, comenta. Uma vaga na universidade federal sempre foi muito concorrida, mas, “graças a Deus e ao apoio da minha família, depois de muito esforço, dedicação e estudos, eu consegui. Hoje, sou a primeira médica da família”, conta.

Tapera foi escolhida por Renata, pois além de ser um município próximo a Ibirubá, possibilitando o seu deslocamento diário, é uma cidade muito acolhedora e agradável. Na ESF Jacob Bonato, no turno da manhã, a médica atende livre demanda. Já no turno da tarde, atende a um grupo específico por dia (puericultura, crianças, pré-natal, hipertensos, diabéticos e visita domiciliar).

Seus objetivos são conseguir realizar a promoção integral em saúde, evitando o desenvolvimento da doença e o adoecimento dos indivíduos, além de curar quando possível e sempre amenizar o sofrimento dos pacientes.

“Faço um apelo à população: estamos todos cansados do isolamento social, mas vamos fazer um esforço. Não é hora de relaxar! Venceremos juntos esta pandemia! Cuidem-se e cuidem de quem vocês amam. Não esqueçam: a saúde é o nosso bem mais valioso”, conclui a médica.

 

Marília Sonda

Marília estudou em escola pública durante todo o ensino fundamental e médio na Ruy Piegas da Silveira e José Clemente Pereira, de Espumoso. Após, estudou durante dois anos no Fleming Medicina, que é um curso pré-vestibular especializado em vestibulares para esse curso. Marília foi aprovada em outras duas seleções de medicina, a da Univali e a da UNISC, mas optou por cursar na Universidade Federal da Fronteira Sul, em Passo Fundo, onde completou sua graduação.

O contato frequente com médicos e hospitais despertou a admiração por essa profissão, pois Marília é asmática e teve muitas internações e consultas médicas durante a infância e adolescência em função dessa comorbidade. Em especial, seu pediatra, na época o médico Gerson Lopes Rodrigues Machado, inúmeras vezes socorreu Marília em suas crises. “Desde a infância, o sonho de ser médica era sabido por todos que conviviam comigo”, comenta ela.

A médica cresceu em berço cristão e na Igreja Evangélica. “Minha mãe conta que fazer a faculdade de medicina era sempre um dos meus pedidos de oração”, diz Marília. Trabalhar na região sempre esteve nos seus planos desde o início da faculdade de medicina. “Gosto da atmosfera familiar e da forma como as pessoas me tratam aqui”, frisa. Além disso, nasceu e cresceu em Espumoso, cidade vizinha, e naturalmente, Marília possui muitos amigos taperenses, inclusive seu namorado, que reside em Tapera.

Segundo o seu relato enquanto médica generalista na ESF Zona Rural Sul, é atendido um público composto prioritariamente por moradores da área rural e  na faixa etária adulta, em especial, os idosos. Ela ainda pretende especializar-se em psiquiatria e trabalhar especificamente com doenças mentais, como ansiedade e depressão

Para Marília, os atendimentos na Zona Rural Sul são muito tranquilos e prazerosos. “Nossa equipe é muito competente e acolhedora, e os pacientes, extremamente educados e carinhosos”, ressalta. Em seus atendimentos, é avaliado o paciente como um todo, com o objetivo de promover saúde e bem-estar. Tudo começa com uma conversa bem detalhada, passando pelo exame físico e posteriormente, se necessário, exames, medicações e retorno para acompanhar a evolução do paciente.

O trabalho como médica na ESF Zona Rural Sul é o seu primeiro emprego. “Estou muito feliz de ter começado aqui”, diz ela. Entre os seus objetivos, estão exercer a medicina em prol da saúde dos pacientes com um olhar integral, proporcionando bem-estar físico, mental e melhorando a qualidade de vida.

A pandemia de covid-19 impõe grandes desafios que não envolvem apenas controlar a disseminação do vírus, mas também, manejar as consequências que ela produz num contexto psicossocial, “como, por exemplo, as repercussões na saúde mental, visto que muitos pacientes desenvolveram ou agravaram os quadros de ansiedade e depressão durante a pandemia”, completa.

“Agradeço a comunidade taperense pelo acolhimento gentil. É um prazer experienciar meu primeiro trabalho como médica nesta cidade. Quanto à atual pandemia, meu conselho é: vacinem-se. Por meio da ciência e com a colaboração de todos, poderemos voltar à nossa rotina habitual em breve. Gosto de uma frase que diz que ‘um trabalho é mais que uma satisfação pessoal: é também um jeito de fazer seus talentos percorrerem você até tocarem o outro e transformarem um pouco mais o mundo’. Esse é o meu objetivo como médica: exercer a medicina em prol da saúde dos meus pacientes com um olhar integral, proporcionando bem-estar físico, mental e melhorando sua qualidade de vida”, conclui ela.