Tapera
Novo médico do CAIS fala sobre sua trajetória e como estão os atendimentos
2 julho 2021 | Tapera
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Lyncon Bravo Meotti formou-se em Medicina pela Universidade de Passo Fundo no ano de 2018. Após sua formatura, participou do programa intersetorial de saúde Be Brave de ajuda internacional, onde trabalhou junto à ONG para crianças com deficiência, chamada UNAMONOS, na cidade de Arequipa – Peru. De volta ao Brasil, trabalhou como médico da estratégia de saúde da família na cidade gaúcha de Guabiju – RS. Além de médico da ESF, Lyncon também atuou como diretor técnico da Unidade Mista de Saúde (Antigo Hospital Beneficente São Pedro). Durante os anos de 2019 e 2020, foi oficial do exército brasileiro no 63° Batalhão de infantaria de Florianópolis (Batalhão Fernando Machado) na cidade de Florianópolis. Neste período, Lyncon foi integrado à FORSUL (Força de Resposta Militar Rápida do Sul), onde assumiu como 2° Tenente do exército, as operações de saúde das missões de controle de contrabando e tráfico de armas na cidade de Guaíra – PR e patrulhamento / defesa da fronteira com o Paraguai.  Com o início da pandemia, auxiliou na montagem do plano de resposta e combate das Forças Armadas à pandemia de COVID-19 em Florianópolis-SC e as estratégias de controle e distribuição de medicações da 5° Região Militar (Santa Catarina e Paraná).

Atualmente, o Dr. Lyncon é profissional de saúde da linha de frente que atua como médico da Estratégia de saúde da família, sediado na ESF Bem Viver Centro, o CAIS, em Tapera. Lyncon é também emergencista nos Hospitais da região, Membro da Sociedade Brasileira de Medicina de Áreas Remotas, e entusiasta da Saúde Pública.

Sobre o ramo de atuação e atendimentos, Dr. Lyncon destaca que no momento estão dando o melhor de si em seus trabalhos, seguindo as diretrizes de saúde pública. Segundo ele, o objetivo é atender a todos os pacientes da melhor forma possível, independente da necessidade ou de quem seja. Conforme o médico, desta forma a equipe consegue receber, cuidar e resolver a grande maioria das demandas da cidade, evitando assim, que os hospitais fiquem sobrecarregados, gerando aumento dos casos de covid-19.
Por ser clínico geral e ex-médico militar, Lyncon tem formação para fazer o primeiro atendimento de quase todas as situações que a cidade possa necessitar de auxílio. “Gosto de atender a todos, seja gestantes, crianças e idosos. Porém, futuramente devo focar mais em quadros de emergências cirúrgicas, tais como acidentes por armas de fogo, acidentes com carros e resgate de vítimas em desastres naturais e humanitários”, frisa o médico.

Segundo Lyncon, os atendimentos no CAIS são organizados da forma em que todos os pacientes consigam ser bem atendidos, resolvendo os seus problemas da forma mais rápida e eficiente possível.  Uma boa equipe de agentes comunitárias de saúde são responsáveis por realizar as visitas, para saber as necessidades de cada pessoa. “Assim, conseguimos encontrar aquelas pessoas que necessitam de tratamento, mas que adiam as consultas. É importante também para acompanhar de perto quem já está em tratamento, para avaliarmos de pouco em pouco se tudo está correto e se estão saudáveis”, destaca Lyncon.

Para os pacientes que necessitam de consulta com os profissionais de saúde, são abertas fichas para atendimento todos os dias às 7h30min, que é o horário em que a enfermeira de triagem faz os atendimentos, para organizar por ordem de necessidade quem serão os primeiros a serem atendidos pelo médico ou dentista. “Mas só deixando claro, que todos serão atendidos. Somente passamos na frente quem tem maior necessidade de cuidados imediatos”, lembra o médico.  Após a primeira triagem de ordenação, as técnicas em enfermagem fazem todas as aferições e medidas do paciente antes da consulta. Assim, quando o paciente chega até o médico, todos os dados já estão encaminhados. “Assim, já posso ajudar o paciente com suas demandas, e muitas vezes, consertar problemas de saúde que hoje ele nem sabia que tinha, mas que no futuro poderiam lhe causar grandes complicações”.

Para Dr. Lyncon, a principal dificuldade no momento atual é o de garantir que a população esteja segura e saudável durante esse período de pandemia. A vacinação hoje é a principal arma contra o que está acontecendo. Mas só ela não é suficiente.

“Temos um grande grupo de cidadãos que mesmo vacinados continuam em risco das complicações do COVID-19. E por isso mantemos nossos esforços como linha de frente para evitar o alastramento da doença e que pessoas sensíveis ao vírus entrem em contato com ele.
Todas as vezes que nossa equipe sai de casa pela manhã, a gente torce para que o dia de hoje seja melhor que o de ontem. Que a pandemia regrida, e que possamos fazer o melhor trabalho possível por nossa população. Mas sozinhos não conseguiremos fazer isso. Precisamos do apoio de todos os munícipes, que todos façam a sua parte, para que possamos juntos sair dessa situação e ficarmos preparados para as demais”, concluiu o médico.