Nutricionista explica quais são os cuidados com o chocolate na Páscoa
1 abril 2021 |
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De acordo com a nutricionista Eduarda Werlang, após o período pascal, o consumo de chocolate deve voltar à normalidade. “A ingestão desse alimento relaciona-se à produção de serotonina e feniletilamina, neurotransmissores ligados ao ânimo e à disposição. Porém, para desfrutar de seus efeitos positivos, é preciso consumi-lo com moderação e bom senso, bem como manter bons hábitos de alimentação e vida saudável.”

O chocolate é uma boa fonte de energia e tem alto nível calórico. Cada 100 gramas pode conter de 350 a 500 calorias, além de uma alta concentração de açúcar.

Muitas marcas ainda agregam a gordura trans à composição de seus produtos porque este tipo de gordura é mais barato do que a manteiga de cacau. Porém, ela apresenta um risco muito maior para a saúde.

“Os bombons, trufas e outros recheios, muito comuns nos ovos de Páscoa em geral, são os maiores vilões, e não a casca de chocolate em si, principalmente, se for rica em cacau”, ressalta Eduarda.

A orientação é simples: independentemente da época do ano, sempre consuma chocolate com moderação.

Confira os prós e os contras do chocolate:

Benefícios:

  • O chocolate amargo tem efeitos benéficos no coração: estudos mostram sua associação com redução de pressão arterial;
  • Também em sua versão amarga, o chocolate pode melhorar o fluxo arterial;
  • Rico em antioxidantes, o cacau, ingrediente protagonista do doce, protege o coração do envelhecimento causado por radicais livres;
  • Alguns estudos indicam menor risco de arritmias cardíacas em pessoas que consomem chocolate de maneira esporádica.

Prejuízos:

  • Aumento de peso quando ingerido em excesso ou de forma compulsiva, já que o chocolate é rico em açúcar e gorduras;
  • Em algumas pessoas mais sensíveis a alguns de seus ingredientes, pode gerar alergias que são manifestadas em coceiras, irritação ou falta de sono. Diabéticos não são diferentes: dentro de um padrão alimentar equilibrado, podem consumir com moderação. O ideal é pedir orientação a um nutricionista.

 

Tipos de chocolate

A maioria dos chocolates é composta por massa de cacau, sacarose (um tipo de açúcar), manteiga de cacau e aromatizantes. A seguir, conheça um pouco mais sobre os tipos do produto e descubra qual melhor se adapta à sua dieta:

  • EXTRA-AMARGO (76 a 90% de cacau): Existem opções sem ou com pouquíssimo açúcar. O cacau possui propriedades que beneficiam as funções cardíacas, equilibram os colesteróis bom e ruim e aliviam o estresse. Contém teobromina, que melhora o humor e funciona de forma semelhante à cafeína: é devido a esta substância que o chocolate é tão viciante!
  • AMARGO (51 a 75% de cacau): Esta opção, normalmente, possui mais açúcar do que a extra-amarga, mas conta com ótimas quantidades de cacau e se beneficia de todas as suas qualidades.
  • MEIO AMARGO (35 a 50% de cacau): Sua composição é bem diversificada conforme a marca do chocolate, mas é comum conter bastante açúcar e gordura. No entanto, é uma opção muito boa para aqueles que não apreciam o sabor forte do extra-amargo e do amargo.
  • AO LEITE (10 a 25% de cacau): Um dos mais doces que existem, e portanto, representa um incremento bem grande de calorias na dieta provenientes, principalmente, do açúcar, mas também, da gordura do leite, da manteiga de cacau e de outras gorduras adicionadas. Aumenta as chances de engordar se consumido em grande quantidade, ainda mais se sua dieta já for rica em outros carboidratos.
  • BRANCO: Seus componentes principais são leite, manteiga de cacau e açúcar. Muitas vezes, a manteiga de cacau é quase totalmente substituída por gordura vegetal hidrogenada – a de pior qualidade biológica. Sendo assim, não traz benefícios relevantes para a saúde e deve ser consumido com bastante moderação.
  • DIET: é aquele que não contém algum nutriente. Usualmente, os chocolates diets são assim chamados por não possuírem o açúcar, mas cuidado na quantidade ingerida!
  • LIGHT: aquele que contém algum nutriente em menor quantidade. Sua composição pode variar muito, e por isso, fique atento ao rótulo. Verifique, também, se ele possui algum nutriente em alta quantidade em comparação a um chocolate normal.
  • ESPECIAIS: São outras categorias de chocolates, como os sem glúten, sem lactose, de soja, chocolates proteicos (com adição de whey protein) e a alfarroba – que pode ser utilizada como substitutivo do cacau devido à semelhança de gosto e de aparência. Os produtos feitos com alfarroba normalmente não possuem glúten, lactose e cafeína, e são ricos em vitaminas e minerais.