Obras de revitalização da Praça Central de Tapera continuam
16 agosto 2021 |
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As obras de Revitalização da Praça Central Dr. Avelino Steffens, de Tapera, iniciaram-se no dia 25 de junho de 2019. O recurso foi conseguido através de emendas parlamentares junto ao Ministério do Turismo. O principal objetivo é fazer com que todos possam usufruir dos setores da praça, com mobilidade urbana, sem degraus, com rampas e piso tátil para pessoas com algum tipo de deficiências. A ideia é que todos possam fazer seu uso, independentemente de sexo, gênero e classe social.

O estudo e criação da obra foram baseados na antiga praça, na qual havia acessos em todos os setores, com caminhos que eram retilíneos e levavam a um eixo central, os quais foram transformados em caminhos curvos para promover uma harmonia com o atual quiosque central, que é arredondado. Também estão sendo reaproveitadas as pedras portuguesas da antiga praça em suas ilhas, onde estão sendo instalados os bancos e lixeiras. O estudo foi apresentado a um grupo de profissionais do município, e depois disso, a uma audiência pública para a comunidade.

Conforme Rodrigo Goulart, arquiteto e urbanista responsável técnico pelo projeto, pelo acompanhamento e fiscalização da obra, o recurso oriundo deste ministério é específico para tal uso, não podendo ser empregado para saúde, habitação ou demais áreas que fazem parte de outros ministérios.

Até o momento, foram executadas duas etapas, sendo que a terceira ainda está em andamento, com previsão de término para este mês.

Na primeira etapa, foi feita a intervenção em parte dos passeios da Avenida XV de Novembro, na Rua Rui Barbosa e na área localizada junto à Rua Duque de Caxias, onde foi mais impactante. “Existia um aterro com um muro de contenção entre a Duque de Caxias e a Rua Rui Barbosa, que na verdade, era uma barreira de acesso”, completa Rodrigo.  Como a proposta do projeto era promover a integração de todos os setores da praça e com intuito principal da mobilidade urbana, dando condição de uso aos PCDs [Pessoas com Deficiência], teve que ser realizada a remoção de terra e das árvores naquele setor, pois as raízes das árvores ficariam expostas e sem sustentabilidade, acarretando riscos à integridade física dos ocupantes. Nesta etapa, também foi executada parte do sistema pluvial para captação das águas da chuva, eletrodutos subterrâneos para futura iluminação e parte dos caminhos e ilhas com pedras portuguesas reaproveitadas da antiga praça. Também foi construído um dos banheiros junto aos fundos do quiosque, este também atendendo às normas para o uso dos PCDs.”

Na segunda etapa, foi executado o segundo banheiro, parte da rede pluvial e passeio na Rua Rui Barbosa, caminhos e ilhas internas no local que dá acesso por esta rua até os banheiros e quiosque, a pracinha com gramado sintético e brinquedos, o cercamento desta com portões de acesso, iluminação em LED na área de intervenção das duas primeiras etapas e bebedouro com água fria e quente para o chimarrão dos ocupantes. Também nesta etapa foi instalada a academia ao ar livre, com recurso oriundo do Ministério da Saúde.

Na terceira etapa foi executada toda a parte da rede pluvial, passeio ao lado da Rua Rui Barbosa, com parte dos caminhos internos e ilhas nas quais são destinadas à colocação dos bancos. Também foi executada toda a rede subterrânea e iluminação em LED no restante da praça, sendo onde foi empregada a maior parte do recurso desta etapa.

Conforme o arquiteto e urbanista Rodrigo, “o término da revitalização da praça vai depender muito do valor do recurso”. Ainda falta o restante da rede pluvial e o passeio da Avenida XV de Novembro, além do término dos passeios e caminhos internos ao lado da Rua Tiradentes. Também falta a colocação dos brinquedos para as crianças maiores próxima ao outro parquinho existente, o qual será destinado exclusivamente para as crianças menores de cinco anos. A administração municipal não limitou o uso do parquinho existente para as crianças maiores pelo fato de não possuir recursos de imediato para a aquisição dos brinquedos. Será feita uma intervenção também no altar da pátria, estendendo a laje do piso para palco de apresentações, além do mobiliário urbano que é necessário, como as lixeiras e os bancos.

O término ficará a cargo do valor do orçamento e da emenda parlamentar destinada para a execução da quarta etapa. Vale ressaltar que os materiais de construção deram um salto nos preços nos últimos tempos.

Toda obra gera transtornos, mas tem um determinado prazo para terminar. “É com paciência que chegaremos a uma das mais belas praça da região. Isso já vem chamando a atenção, inclusive, com elogios através de ligações [telefônicas] de outras prefeituras. Há muita coisa a ser feita, mas tudo depende dos recursos disponíveis. Pede-se a compreensão da comunidade quanto aos transtornos causados, e que usufrua de maneira coerente e adequada”, conclui ele.