Tapera
Oito anos de Ballet Natália Stumpf
15 março 2021 | Tapera
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Natália Stumpf, de 23 anos, iniciou as aulas de ballet clássico aos sete anos de idade. Aos 10 anos, foi premiada em um concurso de dança, concorrendo ao prêmio contra 38 bailarinas de todas as idades, e conquistou o 2º lugar. Já aos 17, Natália começou a aprofundar os estudos teóricos no ballet clássico. Junto a isso, sempre se apresentou como solo na cidade de Tapera e região.

A jovem bailarina trabalhou voluntariamente, durante um ano, no posto que, atualmente, é Dona Borja. Fez trabalhos coreógrafos para a Escola Estadual de Ensino Médio (E.E.E.M.) Dionísio Lothário Chassot, E.E.E.M Oito de Maio e em igrejas.

“Onde me chamavam, eu estava lá prontamente para me apresentar e ensinar, sendo, por muito tempo, apenas um hobbie”, diz ela.

A jovem também fez cursos para Administração e Marketing para escolas de dança, e de ensino lúdico para ballet infantil. Possui qualificações em psicomotricidade e neurociências adaptadas para o ballet clássico infantil; anatomia, fisiologia e cinesiologia para o baby class ballet pelas melhores entidades de ensino para professores de ballet clássico do país. Natália realizou mais de 10 cursos online durante a pandemia e, no próximo semestre, iniciará graduação em Licenciatura em Dança.

O objetivo do trabalho realizado por Natália é realizar sonhos de pais e filhas, ensinando a arte de dançar com amor e responsabilidade. “A iniciação começa por interesse dos pais. Muitas vezes, as crianças se apaixonam pelas aulas, e isso, digo sem dúvidas”, destacou.

De acordo com Natália, todas as aulas são planejadas de uma forma que encante a criança:

“Cada aula é um espetáculo, com prioridade no bem estar da criança. Este é o diferencial de trabalho, principalmente no período de adaptação. Uma experiência valiosa que ela levará para o resto da vida e que entrega qualidade, pois quem busca o meu trabalho são os pais que querem ver suas filhas mais felizes.”

Os métodos de ensino do Ballet Natalia Stumpf são o Vaganova e a metodologia lúdica. “Acredito que dar aula para aluno com facilidade é muito fácil. Professor que ensina aluno com dificuldade é joia rara: saber explicar o conteúdo, propor diferentes atividades, cuidar da individualidade de cada aluno, ser mentor e, principalmente, dominar o conteúdo. Para ser professor de ballet clássico, é necessário apresentar anos de práticas na área, não basta ter uma graduação em Dança”, ressalta.

Segundo a professora Natália, trabalha-se com corpos e mentes. “Ballet é coisa séria. Uma aula mal aplicada pode gerar danos físicos e, muitas vezes, emocionais, ao aluno”.

Antes da pandemia, as crianças da faixa etária de quatro a oito anos recebiam aulas uma vez na semana. No momento, os encontros acontecem de forma online para Baby Class, Ballet Infantil I e II e Ballet Adulto Iniciante.

 

São horas de luta para viver em um país que não apoia a Arte

Com as atividades reduzidas drasticamente durante a pandemia e sem perspectivas de poder voltar a funcionar, as escolas de dança enfrentam cenário desesperador. “Tivemos que nos reinventar, criar novas possibilidades para continuar levando a arte para as crianças. É importante que os pais continuem incentivando seus filhos a deixarem um pouco o celular de lado e focarem na arte em movimento. Assim, diminui-se o estresse emocional que a pandemia está causando em nossas vidas”, explica a professora.

Após a pandemia, além dessas modalidades, também serão oferecidas Baby Mom e Ballet Fitness.

Corpo é aquele que dança

A dança tem muitos benefícios físicos e emocionais, estimula a memória, combate o estresse e a depressão. Ajuda a emagrecer, melhora a flexibilidade e tonifica os músculos. Natália brinca: “Adultos não têm mais desculpas para começar a fazer ballet em casa”.

No Instagram, no perfil @balletnataliastumpf, ela realiza postagens toda semana. E orgulha-se de ter o ballet como algo essencial para si: “Sempre que penso em desistir, lembro que o ballet já faz parte de mim”.