Reflexão um pouco mais profunda
25 junho 2016 |
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(…) O nosso tempo é, em grande medida, um tempo de relações marcadas pela funcionalidade e, portanto, impessoais. Tendemos para o utilitarismo, em que somente tem sentido e validade aquilo que é útil. Esvazia-se cada vez mais o vínculo com o social, com a comunidade de pertencimento e de sentido. Nesse contexto, torna-se urgente e necessário fomentar o pensamento crítico e criativo que demarca a individualidade e singularidade de cada indivíduo na constituição de sua autonomia. Condição necessária para que se preservem as prerrogativas políticas e éticas sobre as quais se assenta a capacidade do agir humano na busca do bem viver e da felicidade humana.

Dessa forma, uma das características marcantes de nosso tempo é o comodismo, senão o conformismo diante de situações que agridem frontalmente a autonomia de indivíduos, povos e culturas. É importante questionar as imposições sociais, os imperativos da gestão utilitarista da vida capitaneada pela lógica econômica global de mercado e sua pretensão de transformar relações e seres humanos em mercadorias consumíveis e descartáveis, subvertendo e aniquilando as potencialidades críticas e criativas constitutivas do humano. (…)

Fábio Roberto Tavares, Márcia Bastos de Almeida e Sérgio de Góes Barbosa, Ética, Política e Sociedade – material de trabalho da Unopar