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A menina que cresceu com o balé
22 abril 2017 | Geral
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“Desde pequena achava que o ballet clássico era algo fora da nossa realidade. Sempre via as bailarinas na televisão e sonhava em assistir um corpo de baile pessoalmente, mas jamais imaginei que eu estaria num palco um dia”. O relato é de Natália Schneider Stumpf, que começou a fazer aulas de balé clássico com sete anos de idade em Tapera. “No começo era difícil se adaptar com a técnica, movimentos delicados que exigem tanto trabalho, pois era mais sofrimento que alegria”, lembra.

Passaram-se os anos, as colegas da época se perderam umas das outras, cada uma seguindo um caminho, mas Natália não desistiu. Continuou com o balé.

“Com o tempo comecei a buscar mais conhecimento do ballet clássico fazendo cursos na Fundarte na cidade de Montenegro, fiz cursos de qualificação para professores em uma das maiores escolas de dança do país, a Dullius Dance, de Porto Alegre, para adaptação ao baby class”.

A vida de Natalia é totalmente dedicada ao balé e suas alunas. “Trabalho muito com a autoestima delas, pois todas as meninas deve saber que existem coisas boas nelas, antigamente o balé deixava grandes marcas ruins na vida dos bailarinos, isso está mudando”. O foco das novas professoras de balé clássico é mudar essa visão que o balé é apenas sofrimento, o balé é para brincar, destaca Natalia, despertar a magia nas crianças, fazer novas amizades e sorrir muito. “Trabalho muito com o lúdico e posições básicas do balé, e vejo até aqui um grande melhoramento e segurança das crianças no palco e fora dele”. Destaca que hoje as crianças entram em estúdios mais cedo. Ela tem alunas de três anos a 12 anos. “É um prazer imenso estar com elas, me retribuem com muito amor. Agradeço a minha família e as mães das minhas alunas pelo apoio de sempre”.

Natalia faz apresentações com o grupo de dança em eventos locais e regionais. Sempre que é convidada, atende o chamado – uma forma de divulgar o trabalho e embelezar ainda mais a vida dessas meninas, que sonham ser bailarina profissional um dia.

Ela dá aulas particulares e tem alunas de escolas municipais.

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