Acaba dinheiro para tapa-buracos e obras emergenciais em rodovias federais do RS
13 outubro 2017 |
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Chuva agravou condições da pavimentação nos últimos dias

Os recursos financeiros para realizar obras de manutenção e emergenciais nas rodovias federais do Rio Grande do Sul acabaram. Não há mais como fazer desde operações tapa-buraco até grandes reparos inesperados.

A chuva dos últimos dias agravou a situação do asfalto e fez surgir vários buracos. Na quinta-feira (12), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) alertava para muitos buracos na BR-116 (Porto Alegre – Novo Hamburgo), BR-386 (Montenegro – Canoas) e BR-290 (Cachoeira do Sul – Pantano Grande).

No primeiro semestre, quando o governo federal detalhou o contingenciamento de recursos que ocorreria em 2017, a superintendência do  Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Rio Grande do Sul já alertava que o dinheiro acabaria antes do fim do ano se não houvesse complementação de verba. Dos R$ 8,9 bilhões previstos inicialmente para a autarquia em todo o país neste ano, aproximadamente R$ 3 bilhões foram cortados.

Para poder retomar os trabalhos e manter os serviços até o fim do ano, o Dnit precisaria de R$ 100 milhões até dezembro. Porém, o que tem garantido é apenas o montante de R$ 200 mil, que serão destinados para a BR-386, no trecho entre Tabaí e Canoas assim que a chuva der uma trégua. Mas a verba não é suficiente para um dia de serviço.

Além disso, as obras da nova ponte do Guaíba e da travessia urbana de Santa Maria só têm recursos para mais 15 dias de trabalho.

Ainda há recursos apenas para a recuperação do viaduto da Scharlau, na BR-116, para a duplicação do último trecho da BR-386, de parte do trecho sul da BR-116 e do lote quatro da BR-290, na região de Pantano Grande.

A anunciada obra da ponte do Rio Caí, na BR-386, por exemplo, está passando por licitação. Se estivesse concluída a concorrência pública, a recuperação não poderia começar pois não há recursos disponíveis.

Jocimar Farina/GaúchaZH

Foto: Pista lateral da BR-116, em Canoas, é um dos pontos com buraco no asfalto (foto: Divulgação)