Ambiente
Cão comunitário, uma ideia que inicia em Ibirubá
Moradores criaram alternativa digna para os cães de rua
11 outubro 2016 | Ambiente
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A Ong MiAuJuda de Ibirubá vem sofrendo para atender o grande números de cães abandonados ou vítimas de maus tratos. Mias do que propor soluções, o Projeto Cão Comunitário certamente irá ensinar as pessoas, especialmente as mais jovens, sobre responsabilidade e que o homem não é “dono” do meio ambiente, nem de outros seres.

O cão, filhote na maioria das vezes, é adquirido por impulso, e ao crescer, infelizmente, é abandonado à própria sorte. O mais grave disso tudo é que, em 100% dos casos, os animais não são castrados, ou seja, o problema literalmente se multiplica – e rapidamente.

Surgiu então a ideia do Cão Comunitário, idealizado pela entidade há mais de um ano e colocado em prática recentemente por Ana Claudia Iora. Assim como outras voluntárias, ela dedica seu tempo, amor e dinheiro em benefício dos animais.

Muitos animais são recolhidos na rua, onde geralmente sofrem com a saudade da família humana, do aconchego, do canto para dormir e vão “se virando” como podem para sobreviver frente a todos os riscos: maus tratos, intempéries do clima, fome, fraqueza, desidratação e o instinto de procriação.

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As pessoas querem solução ou  que o problema seja escondido?

Em geral, a sociedade exige que os cães de rua sejam recolhidos, e muita gente pouco se importa com o que acontecerá a eles desde que não façam mais parte do seu dia-a-dia – esquecem-se que são seres que também têm dor e fome, para citar o mais básico.

Os integrantes da ong estão sobrecarregados e o canil está superlotado, mas há outras saídas para manter os animais vivos, livres e com seus direitos respeitados.

Em 2009, o Poder Executivo Estadual sancionou a Lei nº 13.193 proibindo a eutanásia como fins de controle de natalidade e definindo diretrizes a serem seguidas por programas de controle populacional de cães e gatos em situação de rua, e, medidas que visam à proteção destes animais, mesmo que não possuam lares ou donos definidos.

O Art. 4º surge como um alento àqueles que amam os animais, mas não podem se responsabilizar por eles, bem como uma alternativa. O animal reconhecido como “comunitário” será esterilizado, identificado, registrado e devolvido à comunidade de origem, salvo nas situações já previstas na presente Lei. Para efeitos desta Lei, considera-se animal “comunitário” aquele que estabelece com a comunidade em que vive laços de dependência e de manutenção, ainda que não possua responsável único e definido.

Na prática, o cão ganha lar em espaço comum de uma rua e é cuidado, alimentado e acarinhado pela vizinhança. Através de doações e campanhas, a ong MiAuJuda realiza as castrações.

 

Uma experiência de fundo pedagógico

O primeiro cão comunitário chama-se Luna. Disponível para adoção, não conseguiu um lar e foi devolvida às ruas em junho. Outra cadela de porte pequeno, Alícia, também foi abandonada, entrou no cio na rua, teve filhotes e foi a segunda a fazer parte do Projeto Cão Comunitário, no Bairro Planalto.

As voluntárias pedem atenção e ajuda da comunidade, para que esses animais não sofram maus tratos ou com a falta de comida e água.

Faça você também a sua parte, ajude a manter e a proteger os animais comunitários. Para adotar, entre em contato com as voluntárias ou através do facebook da Ong MiAuJuda. Doações podem ser feitas no Banrisul (agência 0695, conta nº 41850878.0.0) em favor da Associação Ibirubense de Proteção Animal. Qualquer valor é bem-vindo. A ong precisa de sua ajuda.

 

Lembre-se: abandonar ou maltratar animais é crime