Chuva e vendaval causam estragos em Tapera e região
10 junho 2017 |
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Tapera registrou mais uma semana de muita chuva. O temporal da madrugada de quinta-feira, 8, causou danos principalmente na área rural. Conforme a Emater, somente nesses primeiros dias do mês de junho foram registrados 174 milímetros de volume acumulado no município. Destes, 157 milímetros entre quarta e quinta-feira, resultando na média do mês.

Nesta semana, os estragos causados são ainda maiores nas lavouras e propriedades. Os rios Jacuí, Colorado e seus afluentes saíram fora dos leitos.

As localidades de Linha São Luiz e Linha São Pedro tiveram pastagens prejudicadas e potreiros alagados. Na última, o campo de uma baixada, à beira da estrada, deu lugar a um grande lago. As demais comunidades do interior também registraram alagamentos e queda de árvores.

Na ponte do Rio Tapera, perto da usina, a água vinha pela lateral até a estrada, caindo na cabeceira com forte correnteza. O nível da água estava em cerca de 4 metros.

Nas margens do Rio Colorado, da mesma forma. Houve muitos alagamentos ao longo do trecho e forte correnteza perto da ponte, com altura aproximada de 8 a 9 metros em relação ao leito, segundo observações da equipe da Emater de Tapera.

Uma árvore caída praticamente obstruiu a estrada velha entre Tapera e Selbach. Na ERS 223, em Arroio Angico, várias árvores caíram sobre a pista, logo retiradas pelos bombeiros.

Na localidade de Linha Cinco Irmãos, o Rancho Pai e Filho, propriedade de Paulo Roberto Baumgratz, foi completamente destruído. O telhado da hotelaria de cavalos, que abriga 15 animais de Tapera, Espumoso e Não-Me-Toque, foi desmantelado pela forte ventania. A chuva forte, acompanhada de ventos, derrubaram 20 árvores da propriedade. Paulo estima prejuízo de R$ 100 mil.

Impacto econômico

Os prejuízos já começam a ser contabilizados segundo o técnico da Emater de Tapera, Jair Ross, que acompanha o setor produtivo da área rural.

As pastagens estão altamente prejudicadas, com o desenvolvimento abaixo do normal por falta de sol, e consequentemente a bacia leiteira. A queda na produção chega a 20%.

Ross lembrou que neste momento é ideal os animais permanecerem em locais secos, e a alimentação concentrada em silagem, ração e feno. “Os próprios animais sofrem com a chuva e a umidade em excesso pode dar problema de casco”, alertou.

A perda na colheita de feijão no município é grande. Dos 300 hectares plantados, prontos para colher, 250 hectares estão na lavoura devido ao excesso de chuvas. Além de perder a qualidade, em alguns casos os grãos começam a brotar. Era uma excelente produção, assegura o técnico da Emater, uma colheita em torno de 6.250 sacos do grão, que estão comprometidos.

O mesmo ocorre nas culturas de trigo e cevada. Este é o período ideal para o plantio da cevada, até meados do dia 20, e o trigo até o final do mês.

Outro setor afetado pelo excesso de chuvas é o hortigranjeiros, principalmente as que estão ao ar livre. O excesso de chuva e umidade pode ocasionar perda total.

 

Animais sofrem com os alagamentos

Campo virou um lago em Linha São Pedro

Estragos no Rancho Pai e Filho

Foto em destaque: Rio Colorado subiu quase 9 metros