Com regionalização, Hospital Roque Gonzalez não fará partos
1 julho 2017 |
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Hospital Notre Dame São Sebastião de Espumoso será referência regional. Na foto, o reitor Rafael Scolari e a Secretária de Saúde de Espumoso, Marileisa Valandro (foto: Jonatan Palla)

A proposta de regionalização dos partos e dos nascimentos no Estado foi aprovada em uma reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), realizada na Secretaria Estadual da Saúde (SES/RS), em Porto Alegre. O objetivo é qualificar a atenção à saúde da gestante e do recém-nascido e, com isso, reduzir a mortalidade materno-infantil e sequelas que possam afetar a saúde da criança. Com a medida, 100 municípios do Estado deixarão de fazer partos. Tapera é um deles.

O governo do Estado exige a realização de, no mínimo, 365 partos por ano e 50 leitos para a casa de saúde manter o procedimento. O Hospital Roque Gonzalez realiza em torno de 139 partos por ano, aproximadamente 11 por mês, e tem 38 leitos.

Outra exigência é que a casa de saúde possua uma equipe mínima de profissionais com quatro médicos obstetras, pediatras, anestesistas e enfermeiros e 168 horas registradas no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde).

Analisando o caso, a região 19 – Botucaraí, que contempla 14 municípios, decidiu então que o Hospital Notre Dame São Sebastião, de Espumoso, receberá os encaminhamentos de Tapera, Campos Borges, Alto Alegre e Tunas. Prevê-se totalizar uma média de 418 partos ano.

A secretária de Saúde de Espumoso, Marileisa Valandro, comemorou o resultado. “Nós estamos muito felizes com a decisão da Coordenadoria (6ª Coordenadoria Regional de Saúde – CRS Passo Fundo) e destacamos o quão importante foi a união dos municípios que desejavam a permanência de Espumoso como sede regional. Com a chegada de Tapera, que trouxe seus mais de 139 partos/ano e a soma dos demais municípios, nós juntos conseguimos alcançar este objetivo e possibilitar que mais crianças nasçam em Espumoso”, enfatizou Marileisa.

Já a secretária de Saúde de Tapera, Marisa de Souza de Vargas, enfatiza que o aconselhamento e pré-natal serão mantidos em suas unidades de saúde até a 36ª/37ª semana de gestação, sendo referenciada somente para a realização do parto.

A SMS será responsável pelo transporte das gestantes, tanto para conhecer o Hospital São Sebastião, quanto para o dia do parto, “promovendo a humanização e segurança das mesmas, mantendo o atendimento as mães e familiares, pensando sempre no bem-estar nesse momento tão importante”, ponderou Marisa.

Para receber as quatro cidades, o Hospital São Sebastião confirmou, através do diretor financeiro Rafael Scolari, a contratação dos novos profissionais exigidos e destacou a reforma da área de obstetrícia e do centro cirúrgico, que já está sendo realizada.

  Marisa de Souza de Vargas