Educação
Cpers volta a se reunir com representantes do governo e diz que ‘Sartori segue fingindo preocupação’
25 outubro 2017 | Educação
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O Cpers Sindicato, que representa os educadores da rede estadual, voltou a se reunir com integrantes do governo de José Ivo Sartori (PMDB) na tarde desta terça-feira (24). De acordo com o sindicato, o Executivo insiste que a única saída para o impasse é a adesão do Rio Grande do Sul ao regime de recuperação fiscal. O fim dos parcelamentos de salários é uma das principais reivindicações da categoria para o fim da greve, iniciada em 5 de setembro.

Em nota assinada pelo comando de greve, o Cpers afirma que o governo “finge o diálogo e uma negociação que de fato nunca existiu”. “Sartori segue fingindo preocupação, mas suas ações o contradizem, pois acentuam a permanência do impasse. Para a imprensa e a sociedade tenta vender a imagem de diálogo e negociação. Mas, na verdade, tem uma postura totalmente autoritária, constatada em ataques como: ameaça de corte de ponto e demissão de educadores contratados”.

Já o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, que se reuniu com os professores acompanhado da secretária adjunta da Educação, Iara Wortmann, diz que o governo não firmará compromissos que não possam ser cumpridos. “Não vamos criar falsas expectativas. Não vamos mentir aos servidores, aos professores, mas estamos preocupados com os nossos alunos”.

Branco também criticou o bloqueio às Coordenadorias Regionais de Educação realizado pelo Cpers na segunda-feira (23), em protesto à medida do governo do Estado que autorizaria a transferência de alunos de escolas em greve para outras, onde poderiam seguir com o ano letivo. Para o sindicato, a decisão do governo de remanejar estudantes de escolas em greve é “absurda”. “Toda a sociedade gaúcha quer uma solução, exceto o governo. Inclusive, os interlocutores, o secretário da educação, o empresário Ronald Krummenauer, o chefe da Casa Civil, Fábio Branco e a secretária adjunta da educação, Iara Wortmann, que o governo coloca para o pseudo diálogo com o Cpers, não tem nenhum poder de decisão”.

Redação Sul21

Foto: Presidente do Cpers em reunião com representantes do governo (Nabor Goulart/Casa Civil)