Desafio da Baleia Azul: o que é isso?
30 abril 2017 |
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Blue Whale, ou o Desafio da Baleia Azul, é um jogo com 50 desafios que incluem desde a automutilação (furar-se com agulha, fazer cortes no corpo, desenhar na pele a baleia azul utilizando uma lâmina, entre outras), assistir a filmes de terror, colocar-se em situações de risco (subir no alto de prédios), ouvir músicas perturbadoras, chegando até o último desafio: cometer suicídio. Alguns participantes relatam o desafio de entregar balas envenenadas para crianças na frente de escolas. As vítimas desse “jogo mortal” são convidadas a participar de um grupo fechado através do Facebook ou do WhatsApp, orientadas por um “curador”, pessoa esta que usa de persuasão para controlar e cobrar das vítimas provas de que aceitaram e realizaram o desafio. Iniciado o jogo, o participante é obrigado pelo curador a seguir em frente até completar os 50 desafios. Caso a vítima se arrependa e queira desistir do jogo, é ameaçada de diferentes maneiras, como perseguição a membros da família, vazamento de informações pessoais e até de morte, o que a leva a permanecer até o fim.

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Esse jogo foi criado na Rússia em 2015 e difundido nas redes sociais. Apesar de alguns classificarem como “fake news”, ou seja, uma notícia falsa, no Brasil o jogo acabou se propagando entre jovens e fazendo algumas vítimas, tendo inclusive relatos de casos em nossa região.

Cabe ressaltar que esse jogo é uma prática criminosa e os pais devem ficar atentos a mudanças comportamentais de seus filhos, como por exemplo: necessidade de passar horas ouvindo músicas perturbadoras, isolamento, repentino interesse por filmes de terror, preocupação com morte, perda de interesse em atividades que costumava fazer, mudanças no hábito de sono (insônia), irritabilidade, comportamento autodestrutivo, entre outros. É importante que as pessoas sejam informadas sobre os desafios do jogo e estejam atentas para que não se tornem vítimas.

 

Paula Brenner

 Psicóloga formada pela PUC/RS, especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência pelo CEAPIA, pós-graduada em Violência Doméstica pela USP

 

(Foto: Reprodução)