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Egon Schäfer: quase 70 anos em serviços de funilaria
10 junho 2017 | Geral
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Nesta semana, a Reportagem do VR foi até a residência de Egon Schäfer, um dos mais antigos funileiros de Ibirubá, conhecer um pouco mais sobre sua história. Aos 82 anos, seu Egon exerce a profissão de funileiro há 69 anos, e, mesmo aposentado há bastante tempo, não pensa em parar. Na manhã de quarta-feira (07), sentado em sua sala de estar juntamente com a esposa Maria Lourdes e filha Leilamir, Egon contou um pouco de sua história.

Seu Egon começou a trabalhar cedo: aos 14 anos, em 1949, aprendeu a exercer a profissão de funileiro na funilaria de seu tio Atanásio Antônio Schneider, em um prédio onde hoje está a Caixa Econômica Federal. Ali, permaneceram até o ano de 1972, quando a Prefeitura desapropriou a área para a construção do prédio do banco. Então, a funilaria passou a funcionar na Avenida Sete de Setembro, em frente a onde hoje está o Supermercado Casa do Chimarrão. Na época, Egon era sócio proprietário do irmão Olando Schäfer, já falecido. Quando Olando se aposentou, Egon comprou a parte dele, passando a ser o único dono do empreendimento.

Em 1974, Schäfer comprou o local onde hoje funciona a Funilaria Líder e sua residência, na Rua Três de Outubro, perto da Corsan. Nestes longos anos de trabalho, Seu Egon conta com orgulho que ensinou diversas pessoas a exercer a profissão. Ele lembra que pelo menos 20 pessoas aprenderam o ofício com ele, dentre eles diversas pessoas já falecidas e até mesmo pessoas que hoje trabalham na concorrência.

“Ibirubá é referência em funilaria, temos aqui os melhores funileiros da região. Por isso mesmo, temos clientes em diversos municípios, e quase não conseguimos vencer o serviço”, destacou. Hoje, a Funilaria é mesmo referência no município e região, trabalhando com calhas, algerós, canos para fogão, chapéus, curvas, vedações e exaustores para restaurantes.

“Quando cheguei em Ibirubá, que na época era Distrito de Cruz Alta, estavam recém colocando o calçamento na quadra onde hoje está situado o Café Central. Tudo era muito diferente. Falando do trabalho propriamente dito, quando comecei não tinha furadeira, martelete, ponteador e rebitadeiras. As buchas plásticas vieram ao na década de 70, quando a Fischer lançou. Os furos eram realizados com furadeira manual, enquanto um segurava o ferro o outro batia o rebite. A solda tinha de ser esquentada de cinco em cinco minutos. Enfim, o trabalho em si era difícil, feito de forma totalmente manual, muito diferente do que é hoje”, relatou.

Casado com Maria Lourdes Quevedo Schäfer desde 1971, o casal possui duas filhas, Leilamir e Lindamir. Além disso, Seu Egon tem mais uma filha, Rejane. Por isso mesmo, a casa está sempre cheia: são quatro netos e dois bisnetos –o terceiro bisneto deve chegar em breve

A funilaria conta atualmente com quatro trabalhadores fixos, e mais uma pessoa que trabalha eventualmente, quando há muita demanda. Muito comunicativo e disposto, Egon vendeu a funilaria há cerca de três meses para o genro Sadi Binsfeld, mas não pensa em parar de trabalhar: “Vou continuar exercendo a profissão que aprendi a amar até quando puder, pois é isso que me motiva a cada dia”, disse.

Egon com o genro Sadi Binsfeld, hoje proprietário da Funilaria Líder