Encontro regional discute ações contra a dengue
18 novembro 2017 |
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Tapera – O 13º Encontro Regional de Vigilância em Saúde ocorreu na manhã desta sexta-feira, 17, em Tapera. Trinta e seis dos 60 municípios da Coordenadoria Regional de Saúde de Passo Fundo (6ª CRS) foram representados no Centro de Eventos. O tema foi “Vigilância em Saúde Desenvolvimento e Inclusão”.

O encontro ocorre anualmente, sempre em um município diferente. Há troca de experiências e três trabalhos da área são escolhidos para apresentação; no caso, os municípios de São João da Urtiga, Santo Antônio do Planalto e Passo Fundo.

A coordenadora da 6ª CRS, Maria Aparecida Frozza, comentou sobre a incidência dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus em alguns municípios – como Tapera.

A Secretária de Saúde de Tapera, Marisa de Souza Vargas, falou das medidas de combate à proliferação. Nos próximos dias será aberto concurso para contratar cinco agentes de endemias, que vão trabalhar efetivamente e apresentar dados para o planejamento das ações da Secretaria.

O calor e as chuvas de verão criam as condições ideais para a reprodução dos mosquitos. Basta um pouco de água limpa, até em uma tampinha de garrafa ou uma embalagem de bala.

Especialista no assunto, o pesquisador Dr. Eduardo Finger, diz que 48 horas após a postura do ovo, o embrião já está formado e pode eclodir, mas isto só ocorrem em boas condições de água.

Em ambiente seco, o ovo pode resistir até um ano. Há relatos de ovos viáveis até 450 dias após a postura. Esta característica dificulta muito o combate ao mosquito.

Uma vez eclodido, o ovo libera a larva, que possui 4 estágios. Em condições ótimas, isto ocorre em cinco dias. No frio, falta de alimento ou condições sub-optimas, o processo pode levar semanas. A larva vira pupa, estágio que dura de 2 a 3 dias, e de pupa vira mosquito adulto.

Tanto a dengue, a chikungunya e o zika vírus provocam dores intensas no corpo e articulações, além da febre alta.