Agricultura Ibirubá
Entidades se reúnem para debater os prejuízos causados pela estiagem na nossa região
Possivelmente, será decretado estado de emergência por causa da falta de chuva
6 dezembro 2021 | Agricultura Ibirubá
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Ibirubá se tornou uma grande produtora de grãos, a economia do município gira em torno da agricultura, e por isso, dá importância em se ter boas safras, e principalmente, estar acompanhando o clima. E o longo período em que o nosso município enfrenta com a falta de chuva, as culturas de milho e na safra de verão em andamento estão pagando um alto preço, e já contabilizando prejuízos.

Em relação à soja, ainda é cedo para tratar como terra arrasada, mas nas regiões onde o plantio é feito mais cedo, perdas são contabilizadas em relação ao que se esperava colher. Nesses pontos do estado, a maioria das lavouras está na etapa de desenvolvimento, em que a umidade não pode faltar. A ausência dela nessa fase pode trazer perdas irreversíveis.

Em entrevista à redação do VR, Elmar Konrad, vice-presidente da Farsul e presidente do Sindicato Rural de Ibirubá, informou que entidades ibirubenses estão se reunindo para pedir que a prefeitura municipal decrete estado de emergência no município.

“Devido à estiagem já considerada anormal no ano de 2021, nós já realizamos um pré-estudo, dentre os dados recolhidos pela Epagre, em que a última chuva registrada em nosso município foi dia 24 de outubro, em torno de 29 milímetros, e após isso, passamos cerca de 33 dias de estiagem, e somente no dia 26 de novembro uma nova precipitação, com média de 13 milímetros. A primeira reunião aconteceu dia 25, com o Conselho Municipal Agropecuário, em que concordamos que o decreto de emergência para nosso município é de extrema importância em virtude de que todas as ações de quando se tem problemas com a estiagem necessitam acionar algum seguro aos bancos. [Estes] colocam como condições que o município em questão tenha decretado através da defesa civil municipal a situação de emergência e tenha sido homologada pela defesa civil do estado. E analisando nosso atual cenário, as lavouras de nossa cidade, é perceptível que estamos em uma situação crítica.”

“A pouca chuva que caiu em 26 de novembro não foi suficiente, nem para se retomar o plantio das culturas de verão. Ou seja, estamos preocupados, pois se falar de outras culturas, como por exemplo o milho, muitas lavouras não têm mais recuperação, e isso causa uma cadeia de problemas que afeta outros setores, como a bacia leiteira, pois sem condições de dar aos animais uma boa silagem ou, até mesmo, não poder produzir a silagem, isso afeta a produção do leite, e a redução no preço pago ao litro produzido ao produtor faz o setor apresentar prejuízos relevantes. Com tudo isso dito, na quarta-feira (1), entramos em contato com a Emater de nosso município, e informamos que não podemos mais esperar, pois a previsão do tempo nos diz que, provavelmente, ficaremos mais dez dias sem chuva”, explica Konrad.

Além disso, o presidente do Sindicato Rural já esteve em contato com as seguradoras para que sejam liberados seguros para as lavouras de milho, já sabendo que estas tendem a segurar até o fim a liberação de recursos e por acreditarem que, nos próximos dias, deverá haver a confirmação de decreto de emergencial em relação à falta de chuva e aos prejuízos que ela já causa nas lavouras de nossa região. O Conselho deverá se reunir novamente em breve.

Sob o efeito do fenômeno Lã Niña, a região de Ibirubá está sendo mais afetada do que demais regiões do estado – por exemplo, a metade sul, onde a situação ainda não está tão crítica. Mesmo que ocorra mudança no clima e chova bastante, segundo Konrad, o milho não se recupera mais, mas aliviaria para quem está no plantio da soja. Porém, segundo dados meteorológicos, a previsão do tempo para Ibirubá é de dias secos, com temperaturas próximas ou ultrapassando os 30°C.