Especialista fala sobre desafios e responsabilidades da sociedade  para com a infância e a juventude
30 setembro 2017 |
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Conselho Tutelar de Ibirubá promoveu palestras com o Dr. Saraiva

O Conselho Tutelar de Ibirubá realizou quarta-feira (27) um ciclo de palestras com o renomado conferencista, advogado, ex-juiz de direito e ex-promotor de Justiça João Batista da Costa Saraiva. Conselheiros tutelares de 17 municípios de toda a região lotaram a Câmara de Vereadores. Participaram também diversas autoridades municipais, representantes do Ministério Público e agentes comunitárias de saúde.

O Dr. Saraiva está atualizado sobre os mais diversos temas relacionados à Infância e Juventude, tema cada vez mais presente nas escolas e no dia a dia dos conselheiros tutelares, aliado aos desafios impostos diariamente pelos conflitos familiares.

Após a abertura, houve apresentações da Escola de Música do Instituto Filhos do Coração, da cantora Thaís Wandscheer e do cantor cubano Miguel Piñeda Londres.

Ponderado, Saraiva prendeu a atenção do público. Para ele, é preciso capacitar as escolas para que elas sejam capazes de, pelo menos no seu âmbito, desenvolver mecanismos de práticas restaurativas para a solução dos conflitos disciplinares.

Na percepção do Conselho Tutelar, o objetivo do evento foi atingido. “Os temas abordados vieram ao encontro das necessidades de todos os que estavam presentes”, disse a coordenadora Otília. O evento contou com o apoio da Câmara de Vereadores e Sociedade Beneficente Ibirubá.

Resumo das considerações finais do Dr. Saraiva

“Temos que inaugurar uma nova etapa da relação de conselhos e escolas. Devemos estabelecer uma interlocução mais intensa com os organismos de controle social, secretarias e coordenadorias de Educação, visando firmar um protocolo de intervenções para escapar dessa rotina que se estabeleceu de, por qualquer coisa, chamar o Conselho Tutelar. Estamos vivendo uma época em que ninguém mais quer se responsabilizar com nada. Os pais transferem a responsabilidade para a escola, e a escola transfere para o Conselho Tutelar que, por sua vez, impossibilitado de resolver a situação, aciona outras instâncias. Do meu ponto de vista pessoal, precisamos fazer o caminho contrário. Na relação Escola x Conselho Tutelar, devemos fazer todo esforço para reempoderar e capacitar a escola para que seja capaz de resolver seus próprios conflitos disciplinares por suas próprias atribuições, através de círculos restaurativos, sem a tutela do Poder Judiciário.

Não tem como conseguir resultados novos fazendo sempre a mesma coisa. Precisamos inovar para termos resultados diferentes e mais eficientes”.